Os números apresentados mostram onde o segundo turno foi decidido: na capacidade de ampliar o apoio além da base fiel.
Não entrarei no debate de uma manipulação das urnas, já que são as mesmas do primeiro turno.
Lula acrescentou 10,38 milhões de votos; Flávio, 3,72 milhões. A queda nas abstenções, nos brancos e nos nulos ampliou a participação na decisão.
Isso não permite identificar o caminho de cada eleitor, mas deixa uma lição: uma eleição se ganha conquistando quem ainda não está convencido.
Encerrada a disputa, começa o teste da realidade. Promessas têm custo, o orçamento tem limites e o déficit fiscal não desaparece com a apuração.
Quem venceu terá coragem de enfrentar o déficit fiscal, mesmo quando a decisão custar aplausos e votos?
Fonte: Site STE compilado por Gabriel Scattolon Becker.
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