O SÉCULO DOS IMBECIS

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Por Ismar Roberto Becker

Independentemente do resultado da eleição, o modelo clePTocrático que afundou o Brasil acabou. Dúvida?

O rombo orçamentário previsto pelo (des) governo para até 2030 é de 53,7 bilhões de reais. Este número está no Projeto de Lei Orçamentária Anual, enviado ao Congresso em setembro. A projeção é uma peça de ficção porque superestimou a receita e o crescimento do PIB, além de subestimar a despesa corrente, e não incluiu a farra fiscal para tentar a reeleição, que já passou dos 300 bilhões de reais.

Ganhando “B” ou “L”, por bem ou por mal, assistiremos a um grande calote eleitoral, com um profundo corte de gastos. Qualquer semelhança com 2014 não é mera coincidência. A diferença entre os dois calotes é que um vai para um impeachment, enquanto o outro pode colocar o país no rumo certo.

Depois desta introdução, vamos para os fatos que comprovam o fim da clePTocracia. O eterno candidato perdeu 3,4 milhões de votos em relação à última eleição, e o opositor teve 5 milhões mais votos que seu pai na eleição anterior.

Uma primeira análise das urnas mostra que o candidato “L”, perdeu votos entre os que ele qualifica de “pobres de direita” e, pasmem, ganhou muitos votos entre os ricos dos Jardins, em São Paulo. Estes últimos, provavelmente porque querem que os juros fiquem nas alturas para viver de rentismo.

Os “pobres de direita” foram identificados em uma pesquisa da Fundação Perseu Abramo, que é para ser o braço pensante do partido dos trabalhadores que não trabalham, chefiado pelo terraplanista do mapa mundi, Márcio Pochmann.

Este eleitor quer ser alguém, ter o próprio negócio, pôr o filho na escola particular, pertencer a uma igreja que dê um sentimento de pertencimento a uma comunidade e uma ordem para sua vida.

Para ele, o Estado é o inimigo que cobra imposto e não devolve em serviço. Ele quer liberdade para trabalhar no que quiser, pelo tempo que quiser.

Ignorando a pesquisa, o Aiatolá de Garanhuns e sua trupe, dizem que o entregador de pizza é “CEO de Mei”. Querem que se filie a um sindicato, para sustentar sindicalista corruPTos, que tenham carteira assinada e criticam sua religião.

Para entender o fim do modelo que subjugou o Brasil por quase 70% do século, empresto alguns conceitos do livro “O Século dos Imbecis” de Valter Hugo Mãe, escrito em português antigo.

O modelo que atrasou o Brasil é o resultado do poder absoluto de um “homem estúpido que é de uma estupidez fenomenal”, que é melhor descrito como um “morcão” (sem iniciativa, que demora para perceber as mudanças), que não é mais “imarcescível” (que não murcha, não se deteriora).

Entendeu por que o Brasil, a partir de 26 de outubro, será diferente, independentemente do resultado das eleições?

Fontes: “Lula vs. Flávio: o que os números dizem” – Spotnicks.

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