A vida é de Deus, mas o tempo é do diabo. Já pensou nisto?
Uma grande serendipidade (encontrar respostas onde menos se espera) me levou a parar, pensar e escrever sobre a finitude. Como disse Eduardo Giannetti, “vida é um período finito, com data indefinida para terminar”.
A primeira serendipidade foi brincar com meu neto e concluir que provavelmente não estarei aqui para vê-lo adulto. A segunda foi ler a coluna do Candido Bracher, com o título “O Sentido do Fim”. A terceira, absolutamente mortal, com o perdão do trocadilho, foi reler os destaques do livro do filósofo alemão Rüdiger Safranski, com o título traduzido “Tempo: O que ele faz conosco e o que nós fazemos com ele”.
As três principais mensagens do Safranski são:
– Podemos transformar a passagem do tempo, mas não controlá-lo.
– A sensação da passagem do tempo varia. Uma hora no dentista parece interminável, enquanto em um encontro em família passa voando.
– Não podemos mudar o passado, mas podemos criar oportunidades para o futuro.
Esta reflexão é especialmente válida, além de necessária, para empreendedores que se julgam importantes demais para morrer. Um triste exemplo desta realidade foi o lamentável debate presidencial do último domingo.
Sem entrar no mérito político-ideológico, você, que, como eu, tem menos futuro do que passado, quer passar pelo vexame que passou um dos debatedores?
Já se perguntou o que conseguirá fazer da vida no pouco tempo que te resta?
Fontes: “O Sentido do Fim” – Candido Bracher – Folha de São Paulo; Zeit: Was sie mit uns macht und was wir aus ihr machen, Rüdiger Safranski.
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