O mundo virou de ponta-cabeça nos últimos 30 anos. Por que a liderança não mudou?
O líder do passado era alguém que sabia o que falar. O líder do futuro será aquele que souber perguntar. Esta frase entra em contradição com o título, se ela não fosse de 1993.
Aproveitei o feriado prolongado para organizar (um pouco) minha biblioteca. Folheei diversos livros de gestão, começando pelos mais velhos. Encontrei a frase acima, de Peter Drucker em “Leader of the Future”, com diversos textos da Drucker Foundation.
O capítulo “Ask, Learn, Follow Up and Grow”, de Marshall Goldsmith, me chamou atenção pela convergência com “Procura-se uma Nova Liderança para um Novo Tempo”, de Maria Homem, recém-lançado.
O foco dos dois é um pouco diferente. Goldsmith apresenta um processo para melhorar o comportamento e a eficácia de quem lidera, com forte ênfase em acompanhar a aplicação do aprendizado. Maria Homem amplia a discussão para a própria relação com o poder: quem deve ocupá-lo, como compartilhá-lo e por que esperamos tanto de uma figura salvadora.
Os grandes atributos, contudo, são muito próximos. Os dois mostram a necessidade de:
– Reconhecer limites.
– Abrir espaço para outros.
– Rever posturas.
– Superar centralização.
Realmente o título não mente. A liderança não mudou. Mudaram as ferramentas, a velocidade e os desafios; continua difícil trocar a certeza pela curiosidade e dividir o poder, como comentei no post “O Fim da Liderança Tradicional”, cujo título teria, seguindo um dos atributos (rever posturas), que eu teria que mudar. Link do post: https://lnkd.in/p/dwxtsNSb.
Uma provocação final:
Será que um dos candidatos à presidência esqueceu estes princípios básicos da liderança?
Fontes: “The Leader of the Future” – The Drucker Foundation; “Procura-se Uma Nova Liderança para um Novo Tempo” – Maria Homem.
#IsmarBecker #Liderança #Drucke r#Liderança #GestãoDePessoas #AprendizadoContínuo #EscutaAtiva #Autoconhecimento #LiderançaHumanizada



