ENVELHECI. E AGORA?

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Por Ismar Roberto Becker

Você pode fazer esta pergunta agora ou quando já não tiver mais tempo para responder. Já tem uma resposta?

Negação da realidade é um distúrbio psicológico sério e muito comum entre empreendedores e políticos. Estamos assistindo a um caso típico neste momento nas eleições presidenciais.

Antes de aprofundar o tema, uma observação de quem viu o problema de perto diversas vezes: casar com mulher mais nova, que quer pegar carona no seu sucesso, agrava em muito o distúrbio.

Passados estes “entretantos”, vamos direto aos “finalmentes”, como diria o Odorico Paraguaçu.

Humanos têm prazo de validade. Este prazo foi aumentado consideravelmente desde a Revolução Industrial, embora os progressistas neguem esta realidade. Mesmo assim, um dia o fim chega. Mas o que acontece antes disto?

Ontem o Messi se despediu da seleção argentina. Chorou antes do jogo e deve ter chorado depois. Melhor para ele, já que foi uma saída planejada, não imposta.

O planejamento desta saída inevitável, por iniciativa sua ou dos outros, é o tema recorrente do Renato Bernhoeft, mestre teórico e prático no assunto.

Ontem usei os ensinamentos dele, alguns bebidos diretamente da fonte, como comprovado na imagem, em uma recente conversa com o muito bem-sucedido empreendedor, que não se recusou a aceitar a finitude. Me atrevo a resumi-los em três pilares:

  1. Comece cedo: não espere ficar velho para planejar o que fará quando sair da operação. A sabedoria popular nos ensina que é mais barato comprar o guarda-chuva com tempo bom.
  2. Tenha um sentido na vida: “Para quem não sabe a que porto se dirige, nenhum vento é favorável”, já nos ensinou o grande estoico Sêneca. Importante: este sentido pode/deve ser ajustado ao longo da vida.
  3. Revisão constante do propósito da vida: talvez a lição mais importante do mestre Bernhoeft.

Nossa inteligência fluida, a capacidade de resolver problemas novos, evolui até lá pelos 30 anos. Depois podemos desenvolver a inteligência cristalizada, que é a capacidade de usar o que já aprendemos.

Alguns fazem a transição entre as duas no mesmo setor. O Messi poderá ser treinador ou dono de time. Outros desenvolvem outros propósitos, buscam outras montanhas para subir. Todos precisamos, contudo, de novos desafios, novos ossos para roer,

Eu saí do campo do dia a dia da gestão e encontrei alguns outros ossos, para me manter ocupado. Um deles é escrever aqui no LinkedIn.

Já pensou em procurar outro osso?

Fonte: O que você quer ser quando envelhecer? – Renato Bernhoeft – Tempo de Viver.

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