Andorinha sozinha não faz verão, mas uma andorinha pode estragar um verão. Quer ver como dois CEOs queimaram o valor de um negócio?
O primeiro caso é da CSN, em que o sócio e CEO todo-poderoso mandou na empresa por anos. Conhecido por sua pouca tolerância a opiniões divergentes, o mercado vinha cobrando a venda de alguns ativos para reduzir o endividamento da empresa.
Ele resistia por considerar os ativos como filhos. Finalmente o mercado venceu e ele saiu da execução, indo para o conselho. No dia do anúncio, as ações da CSN subiram 6,69%, representando uns 530 milhões de reais.
Na visão do mercado, a interpretação da mudança poderia trazer mais disciplina na alocação de capital, redução da dívida, venda de ativos e recuperação da confiança dos investidores. Resumindo: bom-senso na gestão.
Passando do privado para o público, depois do primeiro turno das eleições, os indicadores do Brasil S.A. tiveram as seguintes reações:
– Ibovespa: atingiu quase 207 mil pontos, com uma alta de 7,7%, a maior desde de 2020.
– Dólar: perdeu 4,13%, fechando a R$ 5,01. Isto é o que chamo de soberania.
– Juros futuros: caíram 1 ponto percentual, já na abertura do mercado.
A causa deste verdadeiro tsunami positivo é simples: aposta de que o novo CEO, que ainda não se elegeu, promova um ajuste fiscal, contenha as despesas, que reduza o crescimento da dívida pública. Resumindo: bom-senso e ética na gestão do dinheiro do povo.
Entendeu como um CEO pode afetar o valuation do negócio ou pode afundar um país?
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