QUANDO O LÍDER DESTRÓI VALOR

Foto de Por Ismar Roberto Becker
Por Ismar Roberto Becker

Andorinha sozinha não faz verão, mas uma andorinha pode estragar um verão. Quer ver como dois CEOs queimaram o valor de um negócio?

O primeiro caso é da CSN, em que o sócio e CEO todo-poderoso mandou na empresa por anos. Conhecido por sua pouca tolerância a opiniões divergentes, o mercado vinha cobrando a venda de alguns ativos para reduzir o endividamento da empresa.

Ele resistia por considerar os ativos como filhos. Finalmente o mercado venceu e ele saiu da execução, indo para o conselho. No dia do anúncio, as ações da CSN subiram 6,69%, representando uns 530 milhões de reais.

Na visão do mercado, a interpretação da mudança poderia trazer mais disciplina na alocação de capital, redução da dívida, venda de ativos e recuperação da confiança dos investidores. Resumindo: bom-senso na gestão.

Passando do privado para o público, depois do primeiro turno das eleições, os indicadores do Brasil S.A. tiveram as seguintes reações:

– Ibovespa: atingiu quase 207 mil pontos, com uma alta de 7,7%, a maior desde de 2020.

– Dólar: perdeu 4,13%, fechando a R$ 5,01. Isto é o que chamo de soberania.

– Juros futuros: caíram 1 ponto percentual, já na abertura do mercado.

A causa deste verdadeiro tsunami positivo é simples: aposta de que o novo CEO, que ainda não se elegeu, promova um ajuste fiscal, contenha as despesas, que reduza o crescimento da dívida pública. Resumindo: bom-senso e ética na gestão do dinheiro do povo.

Entendeu como um CEO pode afetar o valuation do negócio ou pode afundar um país?

#IsmarBecker #Liderança #Governança #Gestão #DestruiçãoDeValor #Valuation #RiscoFiscal #EconomiaBrasileira

Compartilhe esse conteúdo:

Facebook
LinkedIn
WhatsApp
Email
Twitter
Pinterest