Se você perguntar a dez líderes que fizeram uma sucessão bem-sucedida, as respostas serão muito semelhantes. Se perguntar aos que falharam, cada um contará uma Esta afirmação me lembrou uma frase de Tolstói, no romance Anna Karenina: “Todas as famílias felizes são parecidas; cada família infeliz é infeliz à sua maneira”. A lógica nos ensina que, quando as coisas são bem planejadas e executadas, os resultados tendem a ser convergentemente positivos.
Falando de sucessão e legado, emprestarei as lições de dois líderes que viveram o processo de sucessão: Sérgio Zimerman, da Petz, e Décio da Silva, da Weg.
– Timing: começar cedo, bem antes do momento de passar o bastão, além de estabelecer uma data limite. Conheço um bem-sucedido fundador que estabeleceu um prazo de 5 anos. O problema é que a “dead line” é móvel como o horizonte.
– Delegar ação: ninguém aprende a nadar sem entrar na água. O candidato tem de receber, desde o início, responsabilidades crescentes, com a oportunidade de errar.
– Sucessor não é clone: ninguém sucede ninguém simplesmente porque não existem duas pessoas iguais, para o desespero dos que negam a meritocracia. As etapas da empresa, o meio ambiente geopolítico e geoeconômico são outros. Isto pode exigir outras competências.
– Filhos não herdam cargos e competências: os descendentes estão no círculo da família, no conceito dos Três Círculos, de Tagiuri e Davis, geralmente entram no círculo dos acionistas, mas não necessariamente têm que entrar no círculo de gestão.
– Aceitar diferenças: o sucedido tem que entender que ele perderá protagonismo e que o estilo de gestão, muito provavelmente, será diferente.
– Novos desafios: empreendedores e executivos bem-sucedidos não são workaholics. São workalovers, amam o que fazem. Se acordarem no primeiro dia depois da sucessão sem ter um desafio, voltam na hora. Aprendi com o mestre da arte da sucessão, Renato Bernhoeft, que, bem antes de sair o sucedido, tem que ter outro osso, outro desafio.
Preparar um sucessor não é ensinar alguém a administrar como o fundador. É preparar a empresa — e o próprio fundador — para que outra pessoa possa comandá-la de verdade. Paralelamente, o sucedido tem que ter novos desafios.
Quais são outros fatores de sucesso em um processo de sucessão?
Fontes: Sérgio Zimerman – Episódio #293 – Market Makers; Décio da Silva – IV Fórum – Instituto Liderança e Liberdade Joinville – Construindo Legados.
#IsmarBecker #Sucessão #Legado #Delegação #EmpresaFamiliar #LifelongLearning



