O trapezista tem que fazer os outros acreditarem que ele voa. O que acontece quando ele acredita que voa?
“O sucesso do passado não justifica o erro do presente, nem garante o sucesso do futuro.”
Escutei incontáveis vezes este verdadeiro mantra do meu saudoso pai. Pena que ele deixou de seguir esta máxima quando passou a acreditar que podia voar.
Aproveitei a ideia, ou problema, lendo as análises das últimas pesquisas para presidente. Por que alguém que ganhou cinco das últimas eleições, está cometendo erros básicos e não está escutando as pessoas que o cercam?
Encontrei a resposta na frase do filósofo liberal John Stuart Mill:
“Todo silenciamento da discussão é uma presunção de infalibilidade.”
A infalibilidade presumida é um mal que atinge empreendedores, executivos, esportistas, políticos, entre outros, que tiveram uma carreira de sucesso. Não é uma característica que aparece de um dia para o outro. Ela é desenvolvida por um conjunto de fatores, como:
– Histórico de acertos (boas apostas) nas quais poucos apostariam.
– Confundir eventuais divergências de opinião com deslealdade pessoa.
– Receber somente informações filtradas, para ratificar suas ideias e plano.
– Terceirizar responsabilidade pela falha de algum projeto de preferência. A ideia era boa; vocês executaram mal.
– Onipresença em reuniões operacionais.
– Cercar-se de puxa-sacos na gestão e no conselho.
– Supervalorizar o passado, acreditando que ele pode se repetir.
O resumo desta trajetória é que fundador, executivo ou político começa acreditando na empresa quando ninguém acredita. A história pode terminar quando ele exige que todos acreditem nele, mesmo quando a empresa já precisa mudar.
Na sua organização, o líder realmente escuta ou todos já aprenderam que discordar custa mais caro do que deixá-lo errar?
Fonte: “The Naked Manager – Robert Heller.
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