MARX – O GRANDE FARSANTE

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Por Ismar Roberto Becker

Faça o que escrevo, mas não faça o que eu faço. O pai desta frase deve ter sido o grande guru da esquerda. Duvida?

Eu já sabia que Marx nunca pisou em uma fábrica para ver as condições de trabalho. Que plagiou uma boa parte do primeiro livro do Capital, do seu mecenas Engels. Que teve uma empregada doméstica que cuidava da casa, passou a cuidar dele na cama, sem nunca ganhar nada.

Apesar destes pequenos desvios (sic!), que seus seguidores conhecem, mas não consideram tão graves, sabia que Marx foi conhecido e elogiado por aforismos, frases curtas que causavam impacto.

Vamos relembrar algumas que são até hoje repetidos mantras pelos seguidores da religião que ele fundou.

“Os proletários não têm nada a perder a não ser seus grilhões.”

“A religião é ópio de povo.”

“De cada um, segundo sua, para cada um segundo sua capacidade.”

“Trabalhadores de todo o mundo, uni-vos.”

Nenhuma destas frases é de autoria de Marx. Pior do que isto, ele nunca atribuiu as frases aos seus autores, ou disse que eram de autoria desconhecida.

Outra “pequena contradição” foi que, quando, com Engels, fundou a Liga Comunista, e depois a Internacional, ele exigiu que todos os representantes das classes trabalhadoras fossem afastados; afinal, era só carne de canhão da causa.

Talvez a reação mais apropriada que recebeu foi a de Pierre-Joseph Proudhon, que tinha feito parte do seu séquito, que disse:

“Pelo amor de Deus. Após termos destruído todo o dogmatismo religioso a priori, não vamos, entre outras coisas, tentar incutir um outro tipo de dogma no povo. Não nos transformaremos em líderes de uma nova intolerância.”

A leitura do capítulo sobre Marx do livro “Os Intelectuais”, de Paul Johson, confirmou uma das verdades de Konrad Adenauer, primeiro-ministro da Alemanha recém-liberado da religião de direita:

“A única coisa que os socialistas entendem sobre dinheiro é que precisam tirá-lo de alguém”.

Será que as semelhanças com a biografia do guru da seita que contaminou o Brasil são mera coincidência?

Fonte: “Os Intelectuais – De Marx e Tolstói a Sartre e Chomsky” – Paul Johson.

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