O mundo mudou mais rápido do que as formas que usamos para conduzi-lo. Você continua com as velhas formas? Quer conhecer as novas?
O modelo tradicional de liderança vertical, patriarcal, racionalista e baseado no controle tornou-se insuficiente para organizações mais complexas, diversas e instáveis.
Esta é a tese fundamental do recém lançado livro da psicanalista Maria Homem. O líder atual, segundo ela, deve unir competência técnica, maturidade psíquica e sensibilidade ética.
Mas não foi sempre assim?
Antes de chegar ao ponto que me pareceu o mais crítico, a autora discorre sobre características do líder que já deveriam ser praticadas há muito tempo.
Saber que cargo não é poder. Aceitar que líder não tem todas as respostas. Mesclar razão com emoção. Conhecer suas forças e fraquezas. Praticar a escuta ativa e a empatia. Estimular a diversidade. Criar narrativas que motivem as pessoas.
O que mais me impactou, contudo, foi o último capítulo: O Paradigma Híbrido.
Três fatores compõem o paradigma:
– Impacto da Inteligência Artificial: quantos empregos serão destruídos? A velocidade do desenvolvimento de produtos e serviços será necessariamente benéfica?
– Impessoalidade: tradicionalmente, havia uma relação direta entre o líder e os liderados. Trabalhar em grandes organizações significa, muitas vezes, trabalhar com desconhecidos.
– Crise da hierarquia pelo conflito de gerações: as pessoas estão vivendo mais. Com isto, três ou até quatro, gerações convivem no mesmo ambiente de trabalho. Normalmente, os mais jovens dominam tecnologias e linguagens, que os mais velhos têm dificuldade de usar.
A autora arrisca desenhar um cenário em que:
“A liderança contemporânea se encontra em um ponto de inflexão entre a nostalgia do passado e a incerteza do futuro; entre a impessoalidade burocrática e o risco do personalismo, entre a automação tecnológica e a necessidade de sentido humano.”
Neste cenário, quem lidera quem?
Fonte: “Procura-se uma nova liderança para um novo tempo” – Maria Homem.
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