É difícil fazer previsões, especialmente sobre o futuro. Pior ainda no Brasil, onde até o passado é incerto. Como enfrentar este desafio?
“Quem não consegue lembrar o passado está condenado a repeti-lo!” – George Santayana.
“A história não se repete, mas frequentemente rima”– Mark Twain.
Segui estas duas lições, aparentemente contraditórias, para cinco reflexões importantes para o futuro do Brasil pós-Lula. Elas foram detalhadas em seis posts da semana passada.
Não são opiniões de redes sociais, nem discurso ideológico, embora os que me seguem conheçam meu perfil liberal social. A maioria dos argumentos técnicos pode ser encontrada nos livros abaixo.
As pitadas de ironia são de minha responsabilidade, não dos autores.
Brasil no Espelho – Como a polarização política dificulta reconstruir consensos. Só vejo possibilidade de uma mudança com a saída de um ou dos dois irmãos siameses, que necessitam um do outro para sobreviver politicamente.
Diálogo Possível – Necessidade de reconstruir o debate público, acabando com o “nós x eles”.
O Brasil ainda pode ser um país rico – sem aumento de produtividade, responsabilidade fiscal e reforma tributária, não teremos crescimento responsável.
Lições Amargas – Pilares do Plano Real e como ele está sendo demolido pelo populismo econômico.
A Arte da Política Econômica – Como foram enfrentadas as grandes crises econômicas, baseadas em evidências, não utopias e aventuras econômicas que falharam aqui no Brasil e em todos os países tentados.
No século XXI, enquanto os grandes emergentes multiplicaram sua riqueza, o Brasil andou praticamente de lado. Em 25 anos, o PIB brasileiro cresceu pouco mais de 50%, mas a renda por habitante avançou apenas cerca de 20%. Perdemos a corrida justamente quando o resto do mundo emergente acelerava.
O responsável por este desempenho medíocre são as medidas populistas adotadas por quem esteve no poder em 67,9% do século.
Terias sido pior se não tivesse uma herança bendita do Plano Real, dos governos FHC, do boom das commodities, e de políticas econômicas adultas adotadas depois do desastre da Nova Matriz Econômica.
Desperdiçamos um quarto do século com promessas vazias, planos não implantados e uma corrupção como “nunca antes na história deste país”.
Sofremos de uma “ptfadiga”, neologismo cunhado por Marcos Troyjo.
Nossa história, desde 2003, contrariando a frase de Mark Twain citada no início, não está só rimando. Está em leitmotiv (repetição constante).
Depois destas reflexões, cheguei à conclusão de que o futuro do Brasil passa por um antigo ditado:
“Políticos e fraldas devem ser trocados frequentemente, pelo mesmo motivo.”
Você tem alguma outra proposta?
Fontes: Palestra ACIPG.
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