QUAL É O FUTURO DO BRASIL?

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Por Ismar Roberto Becker

É difícil fazer previsões, especialmente sobre o futuro. Pior ainda no Brasil, onde até o passado é incerto. Como enfrentar este desafio?

“Quem não consegue lembrar o passado está condenado a repeti-lo!” – George Santayana.

“A história não se repete, mas frequentemente rima”– Mark Twain.

Segui estas duas lições, aparentemente contraditórias, para cinco reflexões importantes para o futuro do Brasil pós-Lula. Elas foram detalhadas em seis posts da semana passada.

Não são opiniões de redes sociais, nem discurso ideológico, embora os que me seguem conheçam meu perfil liberal social. A maioria dos argumentos técnicos pode ser encontrada nos livros abaixo.

As pitadas de ironia são de minha responsabilidade, não dos autores.

Brasil no Espelho – Como a polarização política dificulta reconstruir consensos. Só vejo possibilidade de uma mudança com a saída de um ou dos dois irmãos siameses, que necessitam um do outro para sobreviver politicamente.

Diálogo Possível – Necessidade de reconstruir o debate público, acabando com o “nós x eles”.

O Brasil ainda pode ser um país rico – sem aumento de produtividade, responsabilidade fiscal e reforma tributária, não teremos crescimento responsável.

Lições Amargas – Pilares do Plano Real e como ele está sendo demolido pelo populismo econômico.

A Arte da Política Econômica – Como foram enfrentadas as grandes crises econômicas, baseadas em evidências, não utopias e aventuras econômicas que falharam aqui no Brasil e em todos os países tentados.

No século XXI, enquanto os grandes emergentes multiplicaram sua riqueza, o Brasil andou praticamente de lado. Em 25 anos, o PIB brasileiro cresceu pouco mais de 50%, mas a renda por habitante avançou apenas cerca de 20%. Perdemos a corrida justamente quando o resto do mundo emergente acelerava.

O responsável por este desempenho medíocre são as medidas populistas adotadas por quem esteve no poder em 67,9% do século.

Terias sido pior se não tivesse uma herança bendita do Plano Real, dos governos FHC, do boom das commodities, e de políticas econômicas adultas adotadas depois do desastre da Nova Matriz Econômica.

Desperdiçamos um quarto do século com promessas vazias, planos não implantados e uma corrupção como “nunca antes na história deste país”.

Sofremos de uma “ptfadiga”, neologismo cunhado por Marcos Troyjo.

Nossa história, desde 2003, contrariando a frase de Mark Twain citada no início, não está só rimando. Está em leitmotiv (repetição constante).

Depois destas reflexões, cheguei à conclusão de que o futuro do Brasil passa por um antigo ditado:

“Políticos e fraldas devem ser trocados frequentemente, pelo mesmo motivo.”

Você tem alguma outra proposta?

Fontes: Palestra ACIPG.

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