Não tem bem que sempre dure, nem mal que nunca se acabe. Essa foi a lógica que segui para discutir o Brasil que um dia teremos, seja pelo resultado das urnas eleitorais, seja pelas urnas da natureza — afinal, todos somos mortais.
Para uns 30%, será o fim de um bem que durou duas décadas de bonança, resumida como ‘Gasto é Vida’. Para os outros, será o fim de uma aventura populista e maniqueísta (nós x eles) que comprometeu o futuro de uma geração, deixando uma dívida de uns 50 mil reais para cada um dos brasileiros.
Nos próximos anos, de uma forma ou outra, fecharemos um longo capítulo da nossa história moderna.
Como é um desafio ambicioso, decidi testar a temperatura da água, compartilhando cinco reflexões com um seleto e eclético grupo da Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa.
A apresentação foi rápida. A bateria de perguntas foi longa e profunda. A somatória das partes foi bem maior do que o todo. Através do presidente Leonardo Puppi Bernardi, agradeço cada contribuição e, principalmente, as críticas.
Nos próximos cinco dias, resumirei o resultado das discussões de cinco pontos, dois positivos e três negativos, que acredito determinarão o futuro do Brasil. Pela ordem:
- Brasiugoslávia: o que restará do partido governista?
- Segmentos políticos: como vota o brasileiro?
- Abismo fiscal: cairemos no abismo ou já estamos nele?
- Armadilha da Reforma Tributária: solução manicômio tributário ou quebra de milhares de empresas?
- Deus é brasileiro: temos luz no final do túnel?
Não sou dono da verdade, nem tenho a pretensão de convencer ninguém a mudar de lado. Modestamente, gostaria de provocar reflexão sobre as escolhas e o futuro que nos espera.
O Brasil sobreviverá ao pós-Lula. A pergunta é: em que condições?
Fonte: Palestra na ACIPG.
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