Sai o ESG WOKE, onde o rabo balançava o cachorro, entra o ESG 2.0 da Economia, Segurança e Geopolítica. O Brasil tem muitas oportunidades, mas parece que vamos perder mais este bonde. Por quê?
Disfarçado de nacionalismo ideológico, o modelo petralha de locupletação dos recursos brasileiros custou bilhões de dólares, com medidas que atrasam o pré-sal em uns 10 anos.
A descoberta foi em fins de 2000, o primeiro leilão em 2013, a primeira produção em 2017. Com a desculpa de que o pré-sal era estratégico, que o Estado devia ganhar a maior parcela, de que a Petrobrás deveria ser fortalecida, e que o petróleo deveria financiar saúde, educação e desenvolvimento, as regras do jogo foram mudadas.
O resultado, além do atraso na produção, foi praticamente quebrar a Petrobras e encher os bolsos dos “cumpanheiros”.
Como já disse um alemão, guru deles, a história se repete, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa. Estamos assistindo mais uma oportunidade, desta vez muito maior, passar na nossa frente, e o (des) governo fazendo tudo para meter a mão.
Durante uns 30 anos, vivemos a lógica da hiperglobalização, onde a regra era reduzir custos, integrar cadeias de suprimento, maximizar a eficiência. Como a única coisa que a esquerda sabe de dinheiro é que tem que tomar de alguém, inventaram a seita Ecológica, Social e de Governança.
O xiitismo ESG já vinha fazendo água, até que foi enterrado pela invasão da Ucrânia e, mais recentemente, pela trapalhada do Trump no Irã.
A ordem agora é segurança energética e alimentar, recolocação da indústria (near e friendly shoring), minerais estratégicos.
Poucos países têm as características acima, aliadas a um mercado interno relevante, nenhum problema com os vizinhos e, até pouco tempo, uma neutralidade geopolítica.
Pena que este cenário altamente favorável seja prejudicado por um (des) governo que só consegue enxergar até a próxima eleição, que gasta sem parar, que eleva os juros e quebra empresas na indústria, comércio e no agro. Isto tudo quando já temos mais de 33% do PIB tungado pelo (des) governo.
Com as aventuras cinematográficas do candidato mais forte da oposição, e sem perspectivas de substituí-lo, a possibilidade da continuidade deste modelo espoliador e destruidor de valor é cada vez maior.
Será que mais uma vez vamos atravessar a rua para escorregar em uma casca de banana que tem do outro lado?
Fonte: Entrevista com Marcos Troyjo – “Nova Ordem Mundial oferece boas oportunidades para o Brasil”.
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