Talento não parece ser algo transmitido pelo DNA, embora muitas famílias empresárias acreditem nisso. Como os candidatos à sucessão podem aprender a gerir a si mesmos?
No post (https://www.linkedin.com/posts/ismar-becker-mentor-consultoria-conselheiro-ceramica-harvard-insead-gestao-mercadointernacional_ismarbecker-lideranaexa-gestaeto-share-7459920403788922880-_GwX?utm_source=share&utm_medium=member_desktop&rcm=ACoAAARo_foBpfX5GE_-09VncWDfJ_1OyK0NtBc) discutimos a importância do autoconhecimento, começando por identificar e potencializar nossas forças, em vez de mitigar nossas fraquezas.
Este dilema é ainda mais difícil quando vocês são herdeiros de uma Empresa Familiar.
Um roteiro frequente é o sucessor tentando agradar o pai, imitar o fundador, repetir o estilo da geração anterior ou pior, ocupar um personagem que não combina com ele.
O resultado, muitas vezes, é tornar-se um profissional mediano frustrado, sem identidade, longe do fundador ou da empresa.
O fundador sempre tem o perfil empreendedor. Toma muitas decisões por feeling ou impulso. Não dá muita importância para burocracia ou para opinião dos executivos.
O candidato a sucessor não necessariamente tem este perfil, nem o respeito dos executivos que acompanharam o fundador. Frequentemente é colocado em uma função fora das suas competências, ou é sufocado pelas estruturas de controle, que o fundador nunca respeitou.
Sucessão não deveria ser uma tentativa de processo de clonagem. Deveria ser um processo de alocação inteligente de talentos. O problema é que muitas famílias empresárias confundem continuidade com repetição.
E não percebem que, ao tentar transformar todos no fundador acabam destruindo justamente aquilo que poderia garantir a sobrevivência futura da empresa.
A solução não deveria escolher alguém, familiar ou não, que se pareça com o fundador. O caminho em busca de um sucessor deveria passar por perguntar quem é mais adequado para o próximo ciclo do negócio e que tenha entre seus pontos fortes, competências para o desafio.
Fonte: “Managing Oneself” – Peter Drucker.
Dia 22/06, às 14 horas, será o segundo episódio da série A VIDA EXECUTIVA COMO ELA É! @Sergio de Faria Bica Jr. eu falaremos de como mudamos ao longo do tempo, muito em linha com Managing Oneself de Drucker. Tombos e escorregões vividos e não apenas contados. Para quem quer rever o episódio #1, aí vai o link. https://lnkd.in/g6_-7dkn
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