Antes, o endividamento excessivo destruía países periféricos.
Agora ameaça o núcleo do sistema.
Ray Dalio fez um alerta que poucos economistas tradicionais têm coragem de colocar de forma tão direta:
As maiores economias do planeta estão tentando sustentar crescimento, consumo e poder global com dívida, emissão monetária e déficits permanentes.
Os EUA convivem com déficits trilionários, polarização política e perda gradual de competitividade industrial.
O Reino Unido entrou em uma espiral de baixo crescimento, alta carga tributária e deterioração fiscal.
O Japão tornou-se o maior laboratório mundial de dívida pública e envelhecimento populacional.
A China enfrenta o esgotamento do modelo baseado em crédito imobiliário, excesso de capacidade e crise demográfica.
A França tenta sustentar um Estado gigantesco com crescimento medíocre e crescente tensão social.
E chamam isso de estabilidade.
Dalio apenas verbalizou o que poucos querem admitir: boa parte do Ocidente já não vive de produtividade.
Vive de crédito, impressão monetária e da esperança de que a confiança no sistema dure mais um ciclo.
E o Brasil, está neste caminho?
Os cinco países avaliados pelo Dalio têm gordura. Podem vender a prataria da família. E nós que não temos nem a porcelana?
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