POR DEUS OU PODER?

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Por Ismar Roberto Becker

“A humanidade está em um momento único da história. Tem poder suficiente para se destruir, mas também para moldar o futuro”. Para qual caminho a IA nos levará?

A reflexão acima é do jovem filósofo Toby Ord, que defende o altruísmo eficaz: uso da razão e evidência para gerar maior impacto positivo no mundo.

A IA potencializou esta ideia, mas, como toda inovação tecnológica, é uma moeda de dois lados, cada um defendido por uns que querem controlar tudo e outros liberal geral.

Este post não seria possível sem tecnologias como o YouTube e a IA.

Em uma corrida matinal, assisti a um debate sobre o polêmico Peter Thiel, fundador do PayPal, que foi a Roma falar sobre o risco de o Anticristo dominar o mundo. Em seguida, investi algumas horas na IA pesquisando um tema que me provoca há tempo:

Religiões são sobre fé ou poder?

Minha viagem neste tema começou antes da minha Primeira Comunhão, quando questionei a irmã que ministrava catequese, por que tínhamos que jejuar antes da comunhão. A coisa ficou pior quando questionei como Maria podia ser virgem e ter sido mãe. Só não fui expulso porque meu pai era prefeito. Em pouco tempo, me tornei iconoclasta, desafiando todas as convenções.

Filósofos como Voltaire, Descartes, Espinosa, Nietzsche e, pasmem, até Marx, questionaram alguns aspectos das religiões, como fanatismo, controle pelo medo, manipulação da moral, definição do bem e do mal, dogmas, infalibilidade papal.

Eles não negaram Deus. Criticaram que, em nome de Deus, poder político e econômico é exercido sem limites. Para exercer este poder, às vezes de vida ou morte, o Cristianismo e o Islamismo têm trajetórias diferentes no controle (ou combate?) da ciência e da tecnologia.

Do século VIII até o XIII, o Islã viveu sua época de ouro. Entre outras coisas, ele inventou o zero, que é a base da álgebra e dos computadores. Uma combinação de invasões externas e conservadorismo religioso acelerou a decadência, que culminou com as teocracias que vemos até hoje.

O catolicismo poderia ter ocupado esta brecha, mas se opôs a praticamente todas as evoluções.

Não aceitaram o heliocentrismo, de Galileu, porque colocaria em jogo a Terra como centro do universo, criado por Deus, conforme está na Bíblia. Giordano Bruno, foi queimado por defender a tese.

Mandaram queimar livros baratos, impressos na prensa de Gutenberg. Isto afetava o monopólio da comunicação.

Censuram o evolucionismo de Darwin, por acabar com a narrativa de criação divina.

O inimigo dos poderosos (Estado e Igreja) hoje é a IA. Defendem, sem fundamento, que a IA vai substituir os humanos, que reduz humanos a dados, desumanizando-os. Por isso querem controlar o desenvolvimento da IA.

As inovações sempre foram combatidas. A quem interessa combater a IA?

Fonte: “Peter Thiel  brings his Antichrist lectures to the Vatican´s doorstep” – DW New.

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