QUANDO PASSAR O BASTÃO

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Por Ismar Roberto Becker

Sair ou não sair, eis a questão. Você já enfrentou este dilema cruel de aceitar a finitude física e mental?

Toda sucessão em uma empresa familiar envolve duas capacidades cognitivas diferentes, que evoluem em direções opostas ao longo da vida.

A INTELIGÊNCIA FLUÍDA, que é muito alta no início da carreira, com alta velocidade mental, gosto pela inovação e adaptação, muita energia operacional. O problema é que ela declina com o tempo.

Depois vem (ou você pode desenvolver) a INTELIGÊNCIA CRISTALIZADA, que cresce lentamente ao longo da vida, podendo atingir o pico na maturidade.

Veja que coloquei dois condicionantes (pode desenvolver) para a segunda inteligência. É comum empreendedores negarem o passar do tempo e a perda da inteligência fluida.

O ponto crítico da sucessão é no cruzamento das curvas de queda na Inteligência Fluida do fundador e a ascensão da Inteligência Cristalizada do sucessor.

Neste ponto, o sucessor já possui experiência suficiente, e o fundador ainda tem uma boa capacidade de julgamento.

Os erros mais comuns acontecem quando:

– O fundador fica no comando até perder a Inteligência Fluida.

– O sucessor assume com pouca Inteligência Cristalizada.

A sucessão bem-sucedida não substitui uma inteligência pela outra. Ela combina as duas.

Esse é o verdadeiro objetivo da governança em empresa familiar: preservar experiência sem bloquear renovação.

Você já pensou em que ponto da Curva da Sucessão Cognitiva está?

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