IRÃ INCENDEIA O MUNDO

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Por Ismar Roberto Becker

Três cenários podem definir o futuro do Oriente Médio e, talvez, do planeta. Como eles podem afetar o Brasil?

Sabemos como uma guerra começa, mas não como e quando termina. Não estamos na Terceira Guerra Mundial, mas as consequências já são mundiais.

Empolgado com o sequestro de Maduro, que transformou a Venezuela em vassalo dos EUA, Trump repetiu o truque. Apesar de eliminar a cúpula do governo e dos órgãos de segurança e de enormes ganhos militares, não esperava as reações do Irã atacando vizinhos e fechando o Estreito de Ormuz. As consequências foram globais.

Os cenários possíveis deste imbróglio e suas consequências são:

– Guerra Oriente Médio: Irã ataca vizinhos, diretamente ou pelos proxies, como o Hezbollah; Israel, Arábia Saudita e outros entram diretamente na guerra. Ormuz fica fechado.

– O petróleo pode ir a US$ 150/barril, elevando a inflação, que provocará alta dos juros, podendo provocar uma estagflação.

– Guerra limitada, mas prolongada: parece ser o cenário mais provável. Seria a continuidade dos ataques de ambas as partes, em que um não consegue ganhar, e o outro não pode perder. Algo como uma guerra da Ucrânia, gerando uma instabilidade crônica, com efeitos globais potencializados. Parece o cenário mais provável.

– Colapso ou transformação do regime iraniano: os impactos econômicos da guerra deteriorariam ainda mais a vida dos iranianos. Isto levaria a um colapso da teocracia, um golpe interno ou uma transição gradual. Um regime ideológico, com milhares de privilegiados se locupletando, é duro na queda. Qualquer uma das possibilidades levaria a uma nova ordem mundial.

E o Brasil nesta confusão toda?

Temos menos a perder do que a maioria dos países. Como grandes exportadores de petróleo, teremos um maior superávit. Como grandes importadores de óleo diesel e fertilizantes (alguns produzidos a partir de petróleo ou gás), a inflação aumentará.

Como o Brasil transporta quase tudo com diesel, os preços, especialmente de comida, subirão imediatamente.

Preocupado com a popularidade (leia-se reeleição), o Aiatolá de Garanhuns já abriu o saco de bondades, subsidiando o diesel.

O resultado já conhecemos com o Dilma-2 e o fim do governo anterior. A conta, como sempre, será paga pelos mais pobres, sendo o chamado voto caixão do populismo.

Estamos diante de mais uma crise regional ou do início de um choque global?

Fonte: “The Three Futures for Iran after the Strike” – Bernard Haykel on the Mishal Show; “An Attack on the World Economy” – The Economist.

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