2025 foi o ano em que tudo mudou, mas de alguma forma parece que nada mudou, baseado nos números do crescimento econômico. O que está errado?
No meio de um caos político e da imposição do maior aumento de tarifas de importação em mais de um século pelos EUA, a economia global deve crescer uns 3,2%, por uma série de razões. Mesmo assim, o mundo é outro, segundo dois grandes analistas econômicos.
Martin Wolf, editor do Financial Times, prevê que, depois dos choques e tensões de 2025, com guerras, tensões geopolíticas entre EUA e China e a política comercial dos EUA, 2026 será mais um ano de teste de resiliência econômica global. Estes desafios influirão nas eleições da democracia ocidental.
Resumindo: não voltaremos à normalidade em 2026.
Gita Gopinath, ex-economista-chefe do FMI, diz que a economia mundial entrou em novo regime estrutural com tarifas mais altas; geopolítica alterando fluxos de comércio e capital; tecnologias disruptivas (IA) redefinindo produtividade e emprego.
Ressalta que o bom crescimento econômico de 2025, que deve continuar em 2026, sofre ameaças devido à geopolítica, dívidas públicas elevadíssimas, além da dependência do crescimento dos investimentos em IA.
Conclusão: 2026 será um ano de transição, não de retorno ao modelo anterior.
E o Brasil?
Nenhum dos dois mencionou o Brasil.
Na minha avaliação: afetados pela política comercial dos EUA, com as tarifas de 55%.
Exportaremos menos carne bovina e aço para a China, a queda da cotação da soja vai afetar a contribuição do agro no PIB, e o preço do petróleo, em torno de 60 dólares o barril, afetará nossa balança comercial.
Fontes: “Intelligence Squared Economic Outlook 2026” – Martin Wolf; “World Economic Forum: Everything Has Changed” – Gita Gopinath.
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