Entre muitas promessas e poucas escolhas, governar vira um exercício de adiamento. Será este o resultado da mensagem ao Congresso, com mais de 900 páginas, entregue pelo presidente na segunda-feira?
No dia em que o Congresso e o Judiciário voltaram do recesso, o Executivo foi entregar a avaliação do ano anterior, além dos planos prioritários para este ano. Foi uma verdadeira festa, onde cada um queria mostrar um encontro de pavões.
Ninguém falou do déficit fiscal, dos velhinhos roubados do INSS, do primeiro filho com mesada de 300 mil por mês, das comissões que os parlamentares cobram nas emendas, nos ministros do STF que têm hotéis de luxo, que vão assistir jogos de futebol de carona em jatinhos do investigado, da esposa do ministro que recebia quase 4 milhões, e do pior ministro da Fazenda da história que ganhava 1 milhão por mês para fazer ninguém sabe o quê.
Calma! Continue lendo. A história ainda vai piorar. Quem acredita que um deputado ou senador vai ler mais de 900 páginas para decidir seu voto?
Na verdade, poderiam ser 100 ou 10.000 páginas, já que só foram apresentadas para cumprir tabela. O (des)governo só quis jogar para a plateia ideológica mais radical. A velha música dos nós x eles. O segundo objetivo é jogar o pepino para o Congresso, que não tem tempo, interesse e competência para votar a favor ou contra as propostas.
Algumas das prioridades:
- Redução da jornada de trabalho sem redução salarial.
- Regulamentação do trabalho por aplicativos.
- Fortalecimento das políticas de segurança pública e aprovação da PEC da Segurança Pública.
- Combate às facções criminosas e projetos como o PL antifacção.
- Acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, com pedido de aprovação pelo Congresso.
- Combate à violência contra a mulher e pacto contra o feminicídio.
- Balanço de indicadores econômicos expressivos de 2025 (crescimento do PIB, queda da inflação e do desemprego). Interessante que não falou do rombo fiscal e dos juros.
Caberia perguntar por que não fez nada disto em três anos de (des)governo. Na verdade, trata-se de um cardápio eleitoral, sem nenhuma indicação técnica de como implantar.
Quando tudo é tratado como urgente, a decisão deixa de ser técnica e passa a ser política. E é exatamente aí que muitos preferem não escolher.
O que mais nos espera em 2026?
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