BRASIL EXPLODE OU AFUNDA

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Por Ismar Roberto Becker

Os juros ficaram mais altos por tempo maior do que o previsto. Quer saber por quê?

Os juros de 15% ao ano foram aprovados por unanimidade dos 9 membros do Copom, dos quais 7 foram indicados por este (des) governo. Será que eles querem acabar com o Brasil, estão fazendo fogo amigo em quem os indicou ou seguem as regras da economia? Vamos ver os argumentos.

– Persistência da inflação acima da meta.

– Efeitos dos aumentos já feitos ainda não fizeram efeito.

– Expectativas de inflação estão desencontradas e com viés de alta.

– Riscos fiscais e políticos. Leia-se: Gasto é Vida.

– Atividade econômica resistente.

Traduzindo para português: os juros devem ficar em dois dígitos até o fim deste (des) governo.

Os primeiros anos da experiência progressista no Brasil foram positivos, principalmente por aproveitar o boom de commodities para acumular reservas externas. Isto baixou a taxa de juros em uns 10 pontos porcentuais. Quando o Aiatolá de Garanhuns aprendeu o caminho do caixa, começou a derrocada, acelerada pelo crime da Nova Matriz Econômica. Os números entre 2006 e 2013 não mentem.

– A economia cresceu 30%.

– Os salários cresceram 40%.

– Demanda subiu 42%.

– Ebitda das empresas caiu de 27% para 16%.

– Inflação de serviços subiu de 3% para 9%.

– O saldo balança comercial caiu de um superávit de 8% do PIB para um déficit de 2,5%.

A fórmula para calcular o estrago é simples: Inflação alta = salário subindo mais que produtividade + demanda subindo acima do crescimento econômico + déficit na balança comercial.

Vamos ver as consequências de brincar com os juros. Em 2011, os juros estavam de 11,75% e a inflação em 6,50%. No ano seguinte, baixa dos juros na marra para 8,5%. Em 2017, a inflação estava em 13,25%, e iria explodir se não fossem as medidas tomadas por Temer.

Ninguém gosta de tomar remédio, quanto mais injeção, mas são eles que curam a doença. Com as medidas populistas eleitoreiras, o combustível é suficiente para a inflação continuar alta pelo menos até o final de 2026. Isto nos leva a dois cenários:

– Manutenção de juros altos: o Banco Central continua a cumprir seu papel (inflação na meta), compromete o investimento e o consumo, que limita o crescimento econômico, podendo causar uma recessão. Este é o cenário de naufrágio (afundar).

– Baixa forçada dos juros (modelo Bendini): os exemplos da Turquia e Argentina, nos ensinam que uma redução política dos juros leva a uma espiral de aumento de inflação, desancoragem das expectativas, fuga de capital, desvalorização do dólar e, na pior dos cenários Dominância Fiscal, quando ninguém mais compra títulos do governo. Aí o país explode, com o (des) governo.

Qual o cenário em que você aposta?

Fontes: Selic, inflação e o Futuro da Economia Global, Fabio Kanczuk, Money Times; O País dos Juros Altos: Por que a Selic está Tão Alta e qual a Tendência para os Próximos Anos?, Samuel Pessoa, Seu Dinheiro.

#ismarbecker #economia #inflação #juros

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