CONSELHEIRO DEVE SER EMPREENDEDOR

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Por Ismar Roberto Becker

O Conselho, o CEO e a Alta Gestão devem ter espírito empreendedor. Quer saber por quê?

Em um cenário geopolítico e econômico em rápidas e constantes mudanças, as empresas, especialmente as familiares, não podem se dar ao luxo de cuidar somente do dia a dia. Cuidar do dia a dia é fundamental, mas não suficiente. O topo da liderança da empresa deve ter um espírito empreendedor com as seguintes características:

– Visão de futuro: capacidade de antever oportunidades e ameaças, com ações rápidas.

– Iniciativa: correr riscos calculados, mesmo sem todas as informações desejadas.

– Liderança: sair da zona de conforto, liderando mudanças, preferencialmente antes da concorrência.

– Experimentação: apoio a projetos que testam, inovam, buscando melhores resultados.

– Mentalidade de dono: visão de longo prazo para perenização do negócio.

Estas lições são de Joel Peterson, no livro “Entrepreneurial Leadership”, que diz que liderança empreendedora não é um cargo, é uma mentalidade.

Nas minhas conversas com clientes, fornecedores, associações de classe e colegas conselheiros, vejo cada vez menos espírito empreendedor. O tempo vem sendo engolido pela burocracia, aversão ao risco, engessamento (Normas ISO, ESG), foco no faturamento do mês.

Óbvio que a alta gestão, incluindo o conselho, deve dedicar uma parte do tempo fazendo o papel do “caretaker”, mas isto, no máximo, mantém o negócio estável, se não houver mudanças na economia, na tecnologia ou provocadas pela concorrência.

Quanto tempo o Conselho e a Alta Gestão (CEO e diretores) devem dedicar ao futuro?

Fonte: “Entrepreneurial Leadership “- Joel Peterson.

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