A decadência de um negócio acontece dificilmente por uma única causa. Quais os sinais que podem indicar que a vaca está indo para o brejo?
Nos últimos dias, estive na ABUP, a principal feira de utilidades domésticas e mesa posta brasileira. A grande maioria dos expositores tem origem ou ainda são empresas familiares. Como atuo no setor há mais de 45 anos, acompanhei histórias de sucesso, estagnações, decadências, venda e óbitos.
Conversando com um amigo que tem mais tempo de estrada do que eu, tentamos fazer uma autópsia das empresas que desapareceram, das que são verdadeiros mortos-vivos, caminhando pela feira, das vendidas e dos cases de sucesso. Alguns resultados:
- Falta planejamento sucessório
O falecimento repentino, às vezes ainda jovem, do fundador, quase sempre é insuperável, embora existam exceções positivas. Vide Grupo Muffato Supermercados.
Os piores casos, contudo, foram ou ainda são os da Síndrome de Matusalém, dos que não largam o osso ou deixaram sucessores sem nenhum preparo, além do laço familiar. Um ponto fora da curva é a Tramontina, que além da sucessão, mantem firmes valores dos fundadores.
- Dividendo não é salário
Dividendos são resultados do lucro, após investimentos para manter a competitividade do negócio. Por não entender o desafio que a abertura do mercado, iniciada pelo Collor provocou, muitas empresas, e até setores inteiros, desapareceram. O polo têxtil de Americana, em São Paulo, não existe mais.
A combinação de aumento da progressão geométrica da família com a aritmética do resultado vai matando o negócio lentamente.
- CEO externo Imperial
Já que a família não dá conta de tomar, vamos trazer um todo-poderoso externo. A taxa de mortalidade, ou decadência, das empresas nesta situação é altíssima. Os problemas começam com a falta de conhecimento do setor, excesso de burocracia, destruição do legado e acabam em dilapidação do patrimônio, incluindo roubos puros e simples.
Você já avaliou se é sócio, ou trabalha em uma empresa com estes problemas? Caso positivo, que pensa fazer?
Fonte: “Manual de Empresas Familiares – Como Construir e Manter uma Empresa Bem-sucedida e Duradoura” – Josh Baron e Rob Lauchenauer.
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