CHOREI NO WORLD TRADE CENTER 2903

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Por Ismar Roberto Becker

CHOREI NO WORLD TRADE CENTEREsquecemos a maioria dos bons momentos. Os maus nunca. Será por que aprendemos mais como eles? A história que contarei aconteceu comigo. Foi uma paulada tão grande, que 45 anos depois continuo vendo o cenário, em detalhes. O início da minha carreira na exportação da Oxford Porcelanas foi como entrar em uma loja de porcelanas (com o perdão do trocadilho) onde havia entrado um elefante. A estrutura interna era muito fraca, o gerente tinha pouco tempo de casa, e não inspirava muita confiança. Provavelmente foi contratado porque havia morado nos EUA há uns 6 anos. Naquele tempo falar inglês era um diferencial. Ele estava nos EUA e eu nunca havia ido para lá. Chegar ao aeroporto já foi um choque, principalmente porque meu inglês era macarrônico. Fiquei aliviado quando o taxista, o recepcionista do hotel, o garçom do restaurante, e o primeiro cliente que visitamos, falavam português. No dia seguinte, caiu minha ficha. Nosso gerente NÃO FALAVA INGLÊS. Pensei com meus botões: E AGORA ISMAR?Aproveitei o sábado para tentar colocar a cabeça no lugar. Fui caminhando da 46th Street até o World Trade Center. Subi até o panorâmico de último andar, sentei e fiquei imóvel por um bom tempo. Só saí da letargia quando chorei, em uma mistura de raiva e medo. Concluí que não podia perder para mim mesmo. Jurei que a próxima vez que voltasse para os EUA, estaria falando inglês. Não levou muito tempo. Você já teve medo e/ou chorou diante de uma situação difícil? #ismarbecker #motivacao #oportunidades #carreira #exportacao #desafios

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