Focar nas forças pessoais ou do negócio é uma das lições fundamentais de estratégia desde Sun Tzu até Peter Drucker. Quer saber como tentei fazer isso na carreira e no negócio?Nunca é tarde para mudar um negócio ou uma carreira. Quando estava perto de completar 55 anos, concluí que tinha menos futuro do que passado. Por isso, teria que focar em algo onde pudesse maximizar minhas forças e, se possível, fazer o que gosto. A proposta é tentadora, mas a execução nem tanto. Vamos às etapas.1. Reciclagem: em 2013 já fazia muito tempo que não tinha sentado em um banco de escola. Após consultas, conversas e preparação, fiz uma “application” para o Owner/President Management, da Harvard Business School. O programa, destinado a sócios de empresas, é dividido em três partes: avaliação do Negócio, Estratégias para o Negócio, Futuro + Work/Life Balance.2. Foco nas forças/qualidade vida: ao começar o OPM, estava envolvido em quatro negócios, sendo dois deles tentativas de diversificação dos negócios ligados a cerâmica de mesa, onde comecei a carreira de executivo, para depois empreender. Após a Unit I (2013) concluí que era melhor ser cabeça de sardinha, do que rabo de baleia. Tradução: saí dos negócios onde era mais um, para ficar em um onde poderia ser líder – impressão de decalcomanias para decorar porcelana e vidro.3. Abandono: como já ensinou Peter Drucker, poucos estão dispostos a cortar o passado. Como resultado, não tem recursos para investir no futuro. Em um curto espaço de tempo, saí da empresa que gerava o maior faturamento e das duas diversificações.4. Oportunidade: alguém já disse que a sorte é quando a oportunidade encontra o planejamento. Seguindo essa lição, em 45 dias, decidi comprar uma fábrica de decalcomanias na Alemanha, que era referência de qualidade e inovação.5. Recuo: “O general avança sem desejar fama e recua sem temer o descrédito, cujo único pensamento é proteger seu país e prestar um bom serviço ao soberano, é a joia do reino”. Uma combinação vetorial de superestimar competências com subestimar dificuldades, me levou a seguir o conselho de Sun Tzu, recuando o negócio na Alemanha.6. Hardball: seguindo os conselhos de George Stalk e Rob Lachenauer, no livro Hardball – Jogando para valer, estou focando na minha vantagem competitiva (conhecimento da cadeia de valor de cerâmica de mesa), transformando esta vantagem em decisiva, mudando o campo do jogo (tecnologias), trabalhando com gente que quer ganhar, explorando/criando oportunidades no mercado.Você joga para ganhar? Como trabalha com as derrotas?#ismarbecker #carreiras #oportunidades #motivação #foco #estratégia #Harvard #empreendorismo



