Plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro. Três coisas que cada pessoa deve fazer durante sua vida. Quer conhecer a história de uma quarta que fiz faz muito anos?A frase de abertura é atribuída a José Martí, intelectual e herói na independência de Cuba, que tem seu nome apropriado pela ditadura que controla o país desde 1959. Se foi ele que usou pela primeira vez, não vem ao caso. O que importa é a mensagem subliminar das três ações: deixar um legado, em forma de um bem (árvore), descendentes (filho) ou testemunhos (livro).Para escrever um livro, uma ótima fonte são as experiências (positivas ou não) que colecionamos ao longo da vida. Um capítulo do livro que estou escrevendo em prestações diárias aqui no LinkedIn será composto por situações peculiares da minha vida. Algumas foram planejadas, outras casualidades e verdadeiras aventuras. Hoje contarei uma que combinou as três características: caminhar os 43 quilômetros da Trilha Inca, no Peru, para chegar a Machu Picchu.Após quase termos morrido tentando subir o Aconcágua, meu amigo Jonny Zulauf, usou sua habilidade de advogado, para me convencer de ir até Lima, capital do Peru, de lá para Cusco, que foi a última capital do império Inca, antes da invasão dos Espanhóis. Lá, nos juntamos com dois alemães e uma inglesa da Ilha de Man, uma dependência do Reino Unido, no Mar da Irlanda. Como nosso guia falava inglês e espanhol, fiquei confortável, porque me comunicava com todos em suas línguas nativas.A caminhada é dividida em quatro dias e três noites. No primeiro dia, saímos de 2.700 metros, caminhamos uns 10 km, atingindo 3.000 metros, onde o ar já fica rarefeito. Para amenizar o efeito da altitude, mascamos folhas de coca, como faziam os incas. O segundo dia tem uma subida forte de uns 9 km até chegar aos 4.200 metros.Para comemorar, me juntei aos dois alemães na degustação de um bom charuto! Depois descemos uns 7 km até 3.600 metros. O terceiro foi o pior para mim, porque uma boa parte dos 12 km é uma descida escadaria irregular interminável antes de subir até 3.700 metros. Finalmente no quarto dia, a caminhada começou às 5 horas da manhã para subir em um penhasco onde avistaríamos Machu Picchu no nascer do sol. Para nossa decepção, havia uma neblina que nos permitia ver uns poucos metros adiante do nariz.A decepção foi imediatamente transformada de júbilo, quando o primeiro raio de sol abriu a neblina, como que por milagre. Descrever a beleza natural (montanhas, vales, rios, pedras), a arquitetura Inca, construída sem ajuda de nenhum instrumento de precisão, a sensação de paz interior, fogem a minha capacidade literária. Só posso recomendar, para os que puderem, que não deixem de fazer a Trilha Inca, mesmo que seja só o último dia.Qual aventura você tem para compartilhar? #ismarbecker #carreiras #motivação #oportunidades #experiencias #Peru #MachuPichu #aventura



