FAMILIAS EMPRESARIAS

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Por Ismar Roberto Becker

Em um país no qual nem o passado é previsível, como preparar a sucessão em uma empresa? Quer conhecer algumas recomendações simples, mas que funcionam?Já comentei aqui no LinkedIn que a qualidade do networking que é possível acumular não tem preço. Por ter atuado como executivo em uma Empresa Familiar, e praticamente todos meus clientes serem Empresas Familiares, o tema é uma das minhas prioridades.Tive a sorte de conviver com um dos papas da gestão de EF, João Bosco Lodi. A partir de 2021, estabeleci contatos com experts no assunto como Renato Bernhoeft, Helder de Azevedo, Marcos Leandro Pereira, Mauricio Berbel, Harry Fockink, só para citar alguns. Na semana passada, tive o prazer de conversar com Francis Valdivia de Matos que escreveu “Famílias Empresárias Consolidando Boas Práticas”, um verdadeiro Road Map para EF. Foram quase duas horas de uma proveitosa troca de experiências teóricas e práticas. Um dos pontos altos do livro, é o Decálogo da Empresa Familiar, do livro “Empresas Familiares: dinâmica, equilíbrio y consolidacion”, do mexicano Imanol Belausteguigoitia Rius – com 10 recomendações para a geração sênior e a nova geração. Por falta de espaço, selecionei as que me pareceram as mais importantes. Para a geração sênior:- Faça seus filhos e netos saberem que a empresa tem alma e não é unicamente uma ferramenta para fazer dinheiro.  – Te esforçarás para manter a família unida, mas nem por isso, levarás para a empresa seus parentes que não mereçam entrar nela.  – Conhecerás seus filhos e netos e os apoiará, mesmo que não atenda às suas expectativas.  – Plantarás a sucessão com antecedência, se afastando em tempo, deixando seus sucessores encaminhados na empresa.- Buscarás uma estreita comunicação com seus filhos e estará disposto a colocar em prática suas boas ideias, mesmo que estas confrontem com as suas próprias.Para a nova geração:                             – Compreenderás que a empresa tem alma e que não é unicamente uma ferramenta para fazer dinheiro.- Não ingressarás na empresa, mesmo que seus pais assim o desejem, se sua vocação está em outra direção. – A empresa não é seu refúgio. E não te perguntes o que ela pode fazer por ti, pergunta o que poderás fazer por ela. – Entenderás que a saída/desligamento dos negócios é um processo complicado e doloroso, pelo que serás tolerante, respeitoso e paciente com seus pais. – Entenderás que herança não é presente, mas uma enorme responsabilidade; particularmente se fores o sucessor da empresa. Você se identifica em alguma dessas recomendações? #ismarbecker #motivação #carreira #oportunidades #empreendedorismo #FamiliasEmpresarias

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