Uma guerra entre os Estados Unidos e a China é só uma questão de tempo, dizem muitos analistas em geopolítica ou em assuntos militares. Quer saber como esta catástrofe poderia ser evitada?A história nos ensina que os poderosos, as empresas líderes de mercado e os países, estão em constante disputa pelo poder. Alguns atribuem isso ao ego dos seres humanos. Os grandes conflitos armados do século passado (Primeira e Segunda Guerra; guerras por procuração da Coreia e Vietnã, da Guerra Fria) são bons (ou maus) exemplos.Com a implosão da URSS, e o fim da Cortina de Ferro, parecia que tínhamos entrado em uma era. Francis Fukuyama defendeu essa tese no livro “O fim da história e o último homem”. O problema é que os humanos não são previsíveis e com eles os países.O espetacular crescimento econômico da China, após substituir o socialismo na economia, pelo Branko Milanovic (capitalismo sem rivais) chamado de capitalismo político ou autoritário, colocou a roda da história para girar novamente. No último encontro do Aspen Security Fórum, do Aspen Institute, foram sugeridas algumas formas de evitar um conflito catastrófico.O fundamento dessas propostas é que a relação entre as duas potências não pode ser um jogo de soma zero, onde o que um ganha o outro perde. Joseph Nye, Reitor Emérito da Harvard Kennedy School, apresentou um conceito interessante. Na opinião dele:A relação dos EUA e China não é um jogo de soma zero porque um país não representa uma ameaça existencial para o outro, já que nenhum dos dois pode invadir ou mudar o outro. Só uma guerra direta entre os dois poderia transformar a relação em soma zero, ou pior, em uma soma negativa. Ele propõe avaliar a relação entre os dois países em três níveis:1. Militar: os EUA ainda são a única potência militar global, embora a China esteja avançando. Pior do que zona zero, uma guerra causaria um jogo com soma negativa.2. Econômica: o peso dos EUA e da China na economia mundial é acompanhado pelo da Europa e do Japão, além de outras potências médias. Trata-se de um sistema multipolar, totalmente diferente daquele da guerra fria. As transações entre os EUA e a URSS representavam menos de 1% do comércio global. Hoje os negócios entre os EUA e a China, somam mais de 20% do comércio global.3. Transacional: pandemias ou mudanças climáticas não podem ser administradas por governos nacionais. É essencial uma cooperação entre muitos países. Você acredita que a relação entre os EUA e a China seja um jogo de soma zero?#ismarbecker #geopolitica #economia #China #EUA #mercado



