Nos seus 22 anos, o LinkedIn passou de uma vitrine de currículos para ser um canal de conteúdo, com mais de 1 bilhão de usuários. Desde que o Google comprou o negócio, o faturamento pulou de 3 para 17 bilhões de dólares por ano.
Os algoritmos que controlam a rede são constantemente ajustados, sem que nós usuários tenhamos conhecimento. Uma das grandes mudanças aconteceu há alguns meses, reduzindo o envio de post drasticamente. Não ficou claro quais são os critérios, mas os engajamentos caíram pela metade. As grandes mudanças, contudo, estão para vir. Nós, usuários, seremos usados como ratos de laboratório para treinar a Inteligência Artificial. Se o Inquisidor Mor, conhecido como Normas da Comunidade, não bloquear este post, vou comentar um artigo da The Economist sobre os impactos da IA no LinkedIn.
A evolução da IA depende de alimentá-la com informações. Uma rede com mais de 1 bilhão de usuários é uma verdadeira mina de ouro de informações. Teoricamente, os dois lados (rede e usuários) se beneficiam. Será que a troca é justa?
- Treinamento IA
As experiências profissionais dos usuários são uma verdadeira biblioteca de Alexandria de conhecimento, experiências, reflexões. Alimentamos a evolução da rede. Por outro lado, aprendemos com as postagens que funcionam como um Lifelong Learning. Como fica o balanço desta interação? Quem ganha mais?
- Impacto no mercado de trabalho
Em quase todas as conversas que tive com potenciais clientes desde que atuo regularmente no LinkedIn, economizei um tempo incrível. Quando quero me apresentar, o interlocutor me cortou dizendo: pode pular esta parte, nós já te conhecemos pelas suas postagens no LinkedIn. Isto realmente é bom?
- Riscos privacidade
Óbvio que alguém que usa uma rede social está se expondo. A dúvida é como a rede vai usar as nossas informações. As regras de uso das nossas informações não são claras. Não seria necessário o LinkedIn definir como ocorre esta relação?
O artigo da The Economist lança muitas dúvidas sobre como é e como será o uso da IA com as informações que aportamos regularmente no LinkedIn. Em princípio, será um ganha-ganha.
Quem ganha mais no LinkedIn, o usuário ou o Google? O LinkedIn é uma rede parasita ou simbiótica?
Fonte: The Economist – LinkedIn’s unlikelly role in the IA Race.
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