A língua não é a única barreira para comunicação no exterior. Quer conhecer a história da dificuldade de comunicação no Japão? A bem da verdade, vou contar quase uma pré-história, já que ela aconteceu em 1986, durante a 2ª Missão Japão, promovida até hoje pelo Imam. Em um roteiro pesado, participamos de palestras, seminários e diversas visitas às empresas, de todos setores (bancos, supermercados, automobilística, máquinas), para conhecer algumas “novidades” em gestão como KanBan, Just in Time, Círculos de Controle de Qualidade, entre outros. Por falta de espaço, não contarei as aventuras culinárias (Sushi e Sashimi, só tinha no bairro da Liberdade), nem as dificuldades com a língua. Nas palestras e visitas, tínhamos excelentes tradutores que se esforçaram para enquadrar a informalidade, e ironia, no sisudo idioma japonês. A história peculiar que contarei, aconteceu durante uma sessão de perguntas e respostas, com diretores da Juki, um dos líderes mundiais no setor de máquinas de costura. Naquele dia, o tradutor estava fazendo um “controle social” (eufemismo para censura, que o pt, em minúscula, quis implantar no Brasil) das perguntas. Não que alguém entendesse como ele traduzia as perguntas do português para o japonês, mas as respostas não tinham muita relação com as perguntas. Como de praxe, ao final de uma delas, o tradutor perguntou, por mera formalidade, se estávamos satisfeitos com a resposta. A resposta foi um uníssono não, quando o tradutor quis suavizar (sic!) a resposta, um dos diretores da Juki, respondeu à pergunta em um português fluente, já que tinha atuado na fábrica da Juki, em Curitiba. Ainda bem que não tínhamos falado nenhuma besteira.Você já teve alguma dificuldade de comunicação (até com a língua nativa) porque o interlocutor tinha um mindset diferente? #ismarbecker #carreiras #motivação #oportunidades #viagem #Japão #qualidade #gestão



