“A história se repete, a primeira vez como tragédia, a segunda como farsa.”
A frase de Karl Marx talvez seja o melhor resumo da falência moral e intelectual do Brasil atual.
Vamos viajar no tempo — porque, ao que tudo indica, ninguém aprende nada.
No século III, Diocleciano resolveu salvar o Império Romano com controle absoluto. Deu errado. Mas insistiu.
Fixou preços e salários com o Édito Máximo dos Preços. Mais de mil itens tabelados. O resultado foi escassez, mercado negro e repressão brutal. Médicos, professores e operários tiveram salários congelados. Quem desobedecesse, podia morrer. Curiosamente, não há registros de teto para senadores e juízes.
Também decidiu controlar profissões. Filho herdava o trabalho do pai. Agricultores não podiam sair da terra. Mobilidade social virou crime. O Estado sabia o que era melhor para todos.
Para completar, centralizou tudo. Criou uma tetrarquia, inchou a burocracia, blindou salários do aparato estatal e distribuiu títulos imperiais à família. Poder concentrado, eficiência zero.
Vamos avançar para o Brasil.
O Aiatolá de Garanhuns não manda o exército buscar bois no pasto, mas caça “safados que escondem ovos”. Manipula preços de combustíveis, energia, crédito estatal e chama isso de política social. No passado recente, isso teve nome: Nova Matriz Econômica. O resultado também é conhecido.
O controle das profissões fracassa, mas a tentativa permanece. Sindicatos artificiais não atraem ninguém. Já a tungada nos aposentados, feita com conhecimento de ministros, fala por si.
Na política, vivemos algo ainda mais perverso. Uma tetrarquia informal.
Um governante midiático, visivelmente limitado pelo tempo e pelos excessos.
Dois presidentes do Legislativo distribuindo verbas.
E um Supremo que decide quem vive, quem morre e quem fala.
Roma tentou isso. Caiu.
O Brasil insiste achando que agora vai dar certo.
Diocleciano percebeu tarde demais que seria removido. Preferiu renunciar antes que cortassem sua cabeça. Retirou-se para uma vida confortável, longe do caos que criou.
A pergunta não é se a história se repete. Ela já se repetiu.
A diferença é só o figurino — ou ainda achamos que desta vez será diferente?
Fonte: Karl Marx; História do Império Romano; Brasil contemporâneo.
Texto original de Ismar Becker, reescrito pelo ChatGPT.
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