“Pai rico, filho nobre, neto pobre.”
Essa frase atravessa séculos e culturas. Pergunta inevitável: esse é mesmo o destino das empresas familiares?
Entre 60% e 90% das empresas nas economias de mercado são familiares. Elas geram de 65% a 80% do PIB e respondem por cerca de dois terços dos empregos. Ainda assim, o senso comum insiste: poucas sobrevivem além da terceira geração.
Os ditados populares parecem confirmar:
- “De estábulo a estábulo” (Itália).
- “Pai constrói, filho gasta” (EUA).
- “Pai comerciante, filho cavalheiro, neto mendigo” (México).
- “Pai compra, filho constrói, neto vende, bisneto mendiga” (Escócia).
A ironia escocesa é perfeita: talvez tenha relação com o whisky — quanto mais velho, mais raro e mais caro.
Os números reforçam o mito.
Cerca de 30% chegam à segunda geração.
Entre 10% e 15% à terceira.
E apenas 3% a 5% passam dela.
Mas aqui está o ponto que quase ninguém discute.
Duas gerações podem significar 60 anos de vida. E quando olhamos para empresas não familiares, o ciclo é parecido, às vezes até mais curto. A mortalidade empresarial não é exclusividade da família. Ela é a regra do capitalismo.
As causas também não são segredos:
- Sucessão mal planejada
- Conflitos familiares
- Diluição do patrimônio
- Incapacidade de se adaptar ao mercado
Ou seja: os mesmos riscos de qualquer organização — com o agravante da emoção.
A sabedoria popular ajuda mais do que parece:
“É melhor prevenir do que remediar.”
“A melhor hora de trocar o telhado é quando o tempo está bom.”
Empresas familiares precisam aceitar uma verdade incômoda: o fim é inevitável.
A escolha real não é evitar o fim — é prolongar a vida, organizar a sucessão ou preparar um soft landing, para que todos saiam com algo: patrimônio, reputação e relações preservadas.
A pergunta final não é se a empresa vai acabar.
É outra:
Ela vai terminar em conflito ou em inteligência?
Fonte: Manual de Empresas Familiares – Como construir e manter uma empresa bem-sucedida e duradoura
Texto original de Ismar Becker, reescrito pelo ChatGPT.
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