A utopia comunista começou a cair com a divulgação dos crimes de Stalin. Acabou com a implosão da União Soviética. O que os órfãos farão quando perderem a batalha cultural?
Economias de mercado têm crises, mas aprendem com elas. São resilientes, aguentam choques e aprendem com eles. As ditaduras de economia planificada são como panelas de pressão sem válvula. Algum dia explode.
Das previsões de dois burgueses alemães, que nunca trabalharam, até o colapso do comunismo, passaram uns 130 anos. Em nome de uma utópica sociedade perfeita, centenas de milhões foram assassinados ou morreram de fome. Neste período, a luta de classes perdeu seu atrativo, já que 90% da população do planeta saiu da miséria. Quem atendeu suas necessidades básicas (veja Maslow), tem outros sonhos.
Depois que caíram do caminhão de mudança, os coletivistas ficaram perdidos, até resgatarem a ideia de GUERRA CULTURAL de Gramsci. Foi como um prêmio de consolação pela vitória de goleada do capitalismo.
Já que a guerra de MOVIMENTO só serviu para derrubar o poder político constituído, perdido pela ineficiência da economia centralizada, a alternativa era uma guerra de POSIÇÃO, para minar a cultura dominante. Isso foi feito ocupando escolas, igrejas, arte e meios de comunicação. O ápice foi o Woke, que quase acabou com os EUA.
Como a cada ação corresponde uma reação, igual e em sentido contrário, começou uma onda de vitórias eleitorais de políticos de direita. Entre mortos e feridos estão reitores de universidades americanas, o ESG, uma parte da mídia tradicional e partidos progressistas. Dois pontos de inflexão foram a chegada de Milei e a volta de Trump. Eles são a criptonita dos progressistas.
Como parte das minhas penitências de final de ano, e seguindo um conselho de Sun Tzu (conheça o inimigo), tapei o nariz e assisti dois podcasts: Neoliberalismo hoje e perspectivas pós-neoliberais, entrevista com Gary Gerstler, autor de The Rise and Fall of the New Liberal Order. E o seminário CEBRAP: o futuro do pt” (em minúscula por minha conta).
Para os que não têm estômago, resumindo em uma frase: até agora não sabem a placa do caminhão que os atropelou. Para os que têm estômago forte, alguns insights:
– Novo Modelo de Gestler: embora discorde da maioria das afirmações, comecei a me interessar quando diz que não devemos importar soluções do passado, e que os exageros dos dois extremos devem ser evitados. O novo modelo não deve focar só no crescimento econômico, mas priorizar a qualidade de vida e a sustentabilidade.
– Perspectivas do pt: partidos monotemáticos têm data de validade. O pt acabará quando a biologia impuser sua lei no Aiatolá de Garanhuns. Até lá, definhará porque não entendeu que a luta de classes acabou, que pobre não quer só Bolsa Família e Vale Gás.
Não com estas palavras, mas este foi o recado sensato de Celso Rocha de Barros.
Você sabia que os progressistas (esquerdistas envergonhados) estavam tão perdidos?
#ismarbecker #ideologia #democracia



