A entrada de familiares na Empresa Familiar, muitas vezes é problemática. Pior ainda, se forem os agregados (genros e noras). Quer conhecer uma história real?O Modelo dos Três Círculos (Família, Propriedade, Empresa) de Taguiri e Davis, mostra a sobreposição que os três papéis podem ter, além dos potenciais conflitos de interesse em temas como gestão, dividendos, investimentos, remuneração, etc. John Davis em “Os Segredos das Famílias Empreendedoras”, lembra que “gestores da família, por representarem persistência, visão da qualidade e perspectiva de longo prazo da família em âmbito operacional, são uma contribuição importante para a empresa”. Ressalta, contudo, que as famílias donas de empresas que “a propriedade deveria ser como um emprego e não como direito de nascença”.Na semana passada, comentei um problema que enfrentei com um membro da família (terceira geração), que sofre de uma hipertrofia do ego: “tem a arrogância do avô, mas passa longe do brilhantismo que ele tinha”. Para tratar de um caso bem mais grave, que tive que aguentar na semana passada, fui buscar apoio nos livros de João Bosco Lodi, que nos ensina que o crescimento humano é resultado de conflitos, que ocorrem ao longo do ciclo vital, ressurgindo a cada crise. Este ciclo, que pode levar ao que a psicóloga austríaca Marie Jahoda chama de “personalidade saudável”, que é alguém que domina ativamente o seu meio, demonstra possuir uma unidade de personalidade e é capaz de perceber corretamente o mundo e ela própria. Seguramente não era o caso do meu interlocutor. Tive que recorrer a essa explicação um tanto quanto erudita, para explicar uma figura muito pior do que um sucessor consanguíneo com ego inflado. Falo dos parentes políticos (denominação jurídica), agregados (como somos chamados na família da minha esposa), ou parentes por afeto, como os denomina Harry Fockink, que assume o cargo de SUPERINTENGENRO no negócio. Ele não sabe nada, mas acha que pode tudo. A arrogância do fundador brilhante, pode ser compensada pelo seu sucesso. Para a do filho (a), damos um desconto porque ele pode ter acompanhado o crescimento do negócio, mas aguentar alguém que subiu atrasado no ônibus, mas quer sentar na janela da primeira fileira é um pouco demais. Para não virar a mesa, tive que lembrar de todas as lições de Daniel Goleman em “Inteligência Emocional”, de Marshall Rosenberg em “Comunicação Não Violenta”, das lições do Dalai Lama e do Bispo Desmond Tutu e pedir uma caipirinha de maracujá. Como você trata com um superintengenro com ego hipertrofiado? #ismarbecker #carreiras #motivação #desafios #sucessão #EmpresasFamiliares #oportunidades



