Você tem certeza de que sua carreira foi fruto somente de mérito? Ou será que o acaso também ajudou, disfarçado de “bom networking”, “timing perfeito” ou “visão estratégica”?
Leonard Mlodinow, em O Andar do Bêbado, mostra que a vida é menos um plano de negócios e mais um sorteio estatístico. O executivo que acertou todas pode ter somente tropeçado na direção certa e o que fracassou, talvez tenha escorregado no mesmo degrau invisível.
O problema é que o sucesso embriaga. Após algumas vitórias, começamos acreditar que o bêbado em nós sabe o caminho de casa. E então surgem os mantras corporativos: “eu mereci”, “foi pura estratégia”, “a sorte ajuda os competentes”. Bonito, mas falso.
A verdade é que o acaso é um sócio oculto em toda biografia brilhante. A reunião que caiu na agenda certa, o investidor que atendeu o telefone, o concorrente que errou antes de você, tudo isso conta. E conta muito.
O bom executivo não é o que nega o acaso, mas o que o respeita. Entende que o sucesso é uma combinação instável de preparo, timing e sorte. Por isso, mantém o ego em quarentena e o radar ligado.
Na caminhada do bêbado, quem acredita ter o mapa se perde. Quem sabe que está tonto, enxerga mais longe.
Aprendi em um curso de coaching que sucesso = 10% competência + 10% meio + 80% esforço. Olhando para trás, pela lupa do Mlodinov, tive muitas oportunidades que foram como cavalos que passaram na minha frente, que tive coragem de montar. Talvez deva-se reduzir o percentual do esforço e incluir uma boa dose do acaso ou simplesmente sorte.
Este pode ser um bom tema para debater no almoço do grupo Conselheiros Sul, coordenado pelo Marcelo Murilo, hoje, 18/10, em Curitiba.
E você, navega com método ou somente cambaleia com estilo?
Fonte: “O Andar do Bêbado — Como o Acaso Determina Nossas Vidas” — Leonard Mlodinow.
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