A força implacável da biologia determinará o fim do pt (em minúscula). Sem o Aiatolá de Garanhuns, assistiremos à balcanização do partido. Mas tem um problema que tem que ser resolvido antes. Quer saber qual é?
Você pode enganar uma pessoa por muito tempo; algumas por algum tempo; mas não consegue enganar todas por todo o tempo. Esta frase é implacável na política.
O partido dos trabalhadores que não trabalham, dos estudantes que não estudam e dos intelectuais que não pensam, nas palavras de Roberto Campos, conseguiu enganar muitos brasileiros por muito tempo. Usou compra de votos, bolsas diversas, mensalões, petrolões, recursos ‘emprestados’ para Cuba e Venezuela, e verbas secretas para ONGs. O momento da verdade está chegando. Vamos ver as opções que tem a GRANDE ZOAÇÃO que está em vias de INVIABILIZAR o PAÍS por 100 anos?
A frase é do Luiz Felipe Pondé, em um artigo no Foice de São Paulo, como dizem os extremistas de direita. O dilema do partido (só usarei este substantivo) pode ser resumido em três cenários:
1 – VOLTAR A SER O QUE FOI: o partido foi fundado por radicais de esquerda até ser cooptado pelo sindicalismo, com apoio de parte da Igreja Católica (comunidades de base), empregados sindicalizados de SP e RJ, intelectuais da esquerda caviar, doutrinadores de universidades públicas e alguns empresários ingênuos.
Foi contra a Constituição e o Plano Real. Como uma cobra, trocou de pele quando assumiu o governo em 2002, e foi se distanciando da esquerda.
2 – CONTINUAR A SER O QUE É: para ganhar eleições teve que buscar apoio fora do partido. Para (des) governar teve que comprar apoio no Congresso. A velha fórmula de pegar o violino com a esquerda e tocar com a direita, está custando muito caro.
A partir da Nova Matriz Econômica, o Congresso abocanhou o orçamento com emendas. Os ministérios deixaram de ser interessantes. Para compensar, conseguiram a PEC da Transição. Inventaram um arcabouço fiscal, desrespeitado desde o primeiro dia, distribuem dinheiro a torto e direita. Como não estabeleceram metas, vão dobrar a meta, aumentando a inflação, que está corroendo o poder aquisitivo, e o apoio do pobre, única base de apoio ainda fiel.
#3 – RADICALIZAR: acabar com as alianças com fascistas, sendo todos da centro-esquerda (parte do MDB, PSB) até radicais de direita, voltando à Esquerda Democrática. Parte do plano é acabar com a Ordem Burguesa, reacender a Luta de Classes, dar um calote na dívida interna. Em resumo: não governar para todos. Só para o povo é que eles vão definir quem é, na nova Esquerda Democrática.
Especialistas apostam que, por medo de errar ainda mais, a única alternativa possível é a #2, ou seja, mais do mesmo. Com um pouco de vento de cauda, conseguem fazer a geringonça chegar até as eleições de 2026. Daqui a pouco o avião pode perder sustentação.
Em qual alternativa você aposta?
Fontes: “Milton Temer – A crise do PSOL é parte da Crise Brasileira” – Cortes do Jones; “Comunicação nas Mensagens de Lula” – Meio; “Governo Lula Parece ter Descoberto a Inflação Ontem” – O Estadão.
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