O que você fará com a segunda metade da vida?
Esta pergunta foi feita por Peter Drucker no paper “Managing Oneself”, que comentei no post de ontem. Casualmente, ou não, a mensagem de 17 de setembro do “Daily Drucker”, livro com mensagens dos inúmeros livros de Drucker, foi sobre o “day after”: o que fazer após o fim da carreira?
Estas reflexões são apenas para aqueles que não negam a lei básica da biologia: nascemos, crescemos, evoluímos, involuímos, morremos. A observação é importante porque muitos empreendedores acreditam que esta lei não vale para eles. Meu saudoso pai planejou a sucessão por cinco anos, mas os cinco eram móveis, como o horizonte. Drucker escreveu para aqueles que sabem que a vida é composta por ciclos físicos e psíquicos. Como podemos surfar nesses ciclos?
INTELIGÊNCIA FLUIDA E CRISTALIZADA
A teoria de Cattell-Horn ensina que desenvolvemos a capacidade de avaliar e reagir rapidamente até os 30 anos. É a inteligência fluida. Dali para frente, ela vai definhando, mas podemos desenvolver a inteligência cristalizada, que é a capacidade de avaliar problemas ou oportunidades de forma mais ampla. É o caso do jogador de futebol que se torna técnico. Você já avaliou se não está na hora de sair do campo?
LARGAR O OSSO Drucker lembra que “burnout” não é causado por estresse, mas pela monotonia (falta de desafios) no trabalho. Coloque isso na enésima potência para entender o dilema do fundador. Renato Bernhoeft, o decano da gestão de empresas familiares no Brasil, ensina que o empreendedor não larga um osso sem ter outro. Empreendedor ou executivo: Você aceita a finitude?
Já pensou nos outros ossos com os quais pode se divertir?
Fonte: “The Daily Drucker – 366 Days of Insight and Motivation for Getting the Right Things Done” – Peter Drucker; “Desafios Gerenciais para o Século XXI” Peter Drucker; “Longevidade” – Os Desafios e as Oportunidades de se Reinventar – Denize Mazzaferro – Renato Bernhoeft.
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