Faz um ano que uma coligação de oposição governa a Alemanha. Quer conhecer um pouco da história deste governo e como algumas coisas podem se repetir no Brasil?O governo do chanceler (primeiro-ministro) Olaf Scholz é conhecido como Ampel-Koalition (Coligação Semáforo) pelas cores que representam os três partidos que a compõem. Do lado esquerdo, estão o SPD (Partido Social Democrata) e o Grüne (Verde), e no direito o FDP (Liberais). Esta semana completaram um ano no poder. Entre o que prometeram e o que entregaram, tem uma distância enorme, mas devemos dar um desconto, já que ainda nem tinham esquentado a cadeira, quando o modelo (ou falta de) deixou como herança pela inepta (abusando do eufemismo) Merkel, ruiu com a invasão da Ucrânia. Três destaques surpreendentes foram a decisão de reconstruir da Forças Armadas, destruídas nos 16 anos na Muti, o apoio à Ucrânia, e conseguir encher os reservatórios de gás, para passar o inverno europeu. Quase rodo o resto ficou nas discussões dos três aliados, que parecem um cão, um gato e um rato em uma pequena jaula. Se depender dos vermelhos, o dinheiro será distribuído por regadores ou helicópteros. Já os verdes querem acabar amanhã com qualquer energia que não seja renovável, enquanto os liberais querem manter o equilíbrio fiscal. Mas o que isto tem com o próximo governo brasileiro? Muita coisa. A primeira grande semelhança, com uma pequena vantagem para nós, é o discurso eloquente do Chanceler Scholz. Perto dele, o nosso vice (picolé de chuchu) é um verdadeiro Chacrinha. Deixando a retórica de lado, a maior convergência será como serão (ou não) tomadas decisões em grupos (vide as equipes de transição), onde os de esquerda acreditam que dinheiro cresce em árvores, e os muitos liberais, que só apoiaram o vencedor porque não queriam a continuidade do perdedor. É obvio que eles estão cansados de saber que a simples palavra liberal, significa para eles o que comunista significa para os derrotados.A escalação do time econômico começou muito mal (na visão do mercado), com a indicação de um ministro da Fazenda com um passado claramente expansionista (eufemismo para não se preocupar de onde vem o dinheiro). Quem poderia fazer o contraponto, no futuro ministério do Planejamento, para esta verdadeira licença para matar (ops, desculpem, para gastar)? Enquanto isto, a economia está parada, a Bolsa e o Dólar mais parecem uma montanha russa, esperando para ver o que vai acontecer.Qual a sua aposta?#ismarbecker #política #economia #ideologia #Alemanha #inflação #recessão #desemprego



