SAIDA OXFORD – CAUSA PRINCIPAL 1204

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Por Ismar Roberto Becker

Quais as razões levam um forte candidato à sucessão deixar uma empresa familiar? Quer conhecer um pouco da minha história?Depois de 17 anos atuando na Oxford Porcelanas, da qual meu saudoso pai era o principal acionista e presidente, resolvi pegar meu boné para começar uma carreira solo. Após comentar isso em um post da semana, algumas pessoas (no privado) perguntaram quais foram as razões para esta decisão. Vou contar a história em partes. Vamos a primeira delas.Sucesso é uma combinação de talento, meio e esforço. Talvez devêssemos adicionar a sorte ou oportunidades, para ficar mais acadêmico. Minha carreira teve muito deste último componente. Depois de uns dois anos na empresa, o ditador argentino General Roberto Viola assumiu o poder e, com perdão do trocadilho, nós dançamos. A crise argentina provocou um tsunami que atingiu toda a América do Sul.Em questão de semanas (sem exagero), nossas vendas caíram 50%. Em mais alguns meses, não tínhamos espaço para estocar os quase 9 milhões de pratos e xícaras que produzimos, além do caixa estar acabando. O presidente, como chamava meu pai, decidiu que a alternativa era exportar para os EUA e Europa e, literalmente, me jogou na água. Uma combinação de sorte, timing, com rápida reação (fazer as malas e pegar um avião), mudou a situação em questão de meses. A partir daí, geri quase uma empresa paralela, que chegou a absorver 60% da produção. Com isto, não competia com meu chefe (e pai).Essa história, que tinha tudo para ter um final feliz, mudou de rumo após eu passar dois anos tentando administrar a Oxford Ireland, aprendendo a duras penas o que era um negócio em um país com uma inflação anual próxima a diária do Brasil. Por falta de espaço, vou pular para a parte final da história, que foi quando tentei (sem sucesso), convencer os colegas de diretoria que o nosso business model estava em risco. Como não tive competência para passar a mensagem (a empresa gerava um resultado espetacular), comecei a entrar no território do presidente. Como um galinheiro não pode ter dois galos, o conflito foi inevitável. Depois de longos, quase intermináveis anos, concluí que estava em uma “no win situation” e criando um conflito que poderia levar à uma ruptura familiar. A solução foi pular na água, mais uma vez, na Shiva Export & Import, que existe até hoje. A história de como escolhi o nome Shiva, será tema de outro post, mas vale uma rápida explicação. Shiva é um dos deuses da tríade Hindu, na qual Brahma é o deus da criação, Vishnu o da preservação e Shiva o da destruição. Ele diz que você deve destruir tudo ao final do dia, para começar melhor no dia seguinte.Você já saiu da zona de conforto? Se ainda não, o que está esperando para provar?#ismarbecker #carreiras #motivacao #motivation #oportunidades #empreendedorismo #desafios

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