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Por Ismar Roberto Becker

A economia do Brasil pode ser bombardeada por artefatos russos que destroem a vida das pessoas, deixando os prédios intactos. Quer saber como e quais os riscos de acontecer e como afetará a nossa vida?A OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) não entrou (nem entrará) diretamente na guerra da Ucrânia. A razão principal é que a Ucrânia não faz parte da OTAN e, por isto, não precisa ser defendida. Se o ataque russo fosse contra a Polônia ou a Estônia, a história seria diferente. Depois de os maiores líderes mundiais, incluindo Bolsonaro, serem enganados por Putin, com garantias de que não invadiria a Ucrânia, só restou uma forma de reagir: sanções econômicas para sufocar a Rússia. A mais forte das medidas adotadas é praticamente banir os bancos russo do sistema de transferências bancárias SWIFT, sem o qual é praticamente impossível movimentar moedas fortes (dólar, euro, iene, libra etc.) entre países. Os efeitos na Rússia foram imediatos. Na última segunda-feira, o Banco Central russo aumentou a taxa de juros de 9,5% para 20%, a moeda Rublo desvalorizou 20%, os alguns bancos tiveram que fechar para evitar uma quebra por falta de dinheiro e liberar os depósitos dos clientes. Em uma avaliação parcial, poderíamos dizer que Putin trucou sem carta, e está avançando muito devagar na Ucrânia, além de poder ficar sem dinheiro para bancar a continuidade da guerra. Para piorar, a inflação russa vai explodir, com possíveis revoltas populares. À medida que o tempo passa, ficará clara a mentira do Putin de que tomaria a Ucrânia em poucos dias. Em um cenário catastrofista, isto pode levá-lo a medidas radicais, como a ameaça de usar armas atômicas.E O BRASIL COM ISSO?Embora estejamos a milhares de quilômetros do palco da guerra, seremos afetados de duas formas:Insumos: Para abastecer uma boa parte do mundo com proteínas vegetais e animais, importamos da Rússia e Bielorrússia 28% dos fertilizantes que consumimos, e 50% do potássio. Sem estes insumos não tem soja e milho para exportar para o mercado interno e para a criação de suínos e aves. Inflação: a inflação mundial subiu pelas consequências da pandemia, com previsão para baixar em 2022 e 23. Por mais curta que seja a guerra, as rupturas na cadeia logística mundial, os aumentos de frete marítimo e aéreo, a redução do envio de gás da Rússia para a Europa, os aumentos das commodities agrícolas (trigo e milho), das quais a Rússia e Ucrânia são grandes exportadores, vão ser uma injeção na veia na inflação.  A combinação destes dois fatores significa o aumento do risco de uma estagflação (inflação com recessão), que em um ano eleitoral poderá ser combatida com medidas populistas, que acabariam com a disciplina fiscal no Brasil.Quer mais ou chega? Já se preparou para este cenário que deve estourar nas próximas semanas?#ismarbecker #economia #inflacao #Russia #Ucrania #exportações 

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