Aprendemos muito mais com nossos erros do que com os acertos. Na pandemia, seguida pela invasão da Ucrânia, aprendemos o risco da dependência de alguns países. Quer me acompanhar em uma reflexão sobre este assunto?A pandemia interrompeu a cadeia logística mundial. Quando acreditávamos que a situação estava se normalizando, a desastrosa decisão de Zero Covid do autocrata chinês, prolongou o problema.Algumas previsões estimam que sem vacinas eficientes contra a variante Omicron (que a China não tem, nem quer compra do exterior) esta situação pode se prolongar por uns dois anos.Como não tem nada tão ruim que não possa piorar, outro autocrata decidiu invadir o vizinho (Ucrânia) e está usando alimentos, fertilizantes e combustíveis fósseis (gás e petróleo) como estratégia de guerra.Aprendemos duas grandes lições com isto:1. Não podemos depender de um país para qualquer tipo de suprimento;2. A situação acima piora, caso este país seja governado por um autocrata, que toma qualquer decisão na hora que quer.Neste momento, a Europa está literalmente tremendo (apesar da onda de calor) de medo em não ter gás para gerar energia e tocar suas empresas.Como no curto prazo, não existe solução para este problema, teve que flexibilizar (eufemismo pragmático para ignorar) o embargo de exportações para a Rússia.A situação piora, no médio prazo, pela dependência da China nas matérias-primas básicas para praticamente todas as alternativas de energia renovável. Sem terras raras, Lítio, Cobalto, entre outras matérias-primas, não é possível fazer baterias para carros elétricos, e pás de geradores eólicos.Como a China aprendeu que invadir um país vizinho custa caro, adiou por algum tempo a anunciada invasão de Taiwan. Vai aprender com os erros militares russos, reforçar seu arsenal bélico, e melhorar sua estratégia, mas não vai abandonar o sonho de anexar a ilha, responsável pela produção de uma grande parte dos chips utilizados no mundo.Xi Jinping deve ser reeleito no próximo Congresso do Partido Comunista Chinês, abrindo a porta para um mandato vitalício, a la Mao Zedong, que matou milhões de chineses com o Grande Salto à Frente e a Revolução Cultural.O que podemos fazer para evitar a repetição chacina russa na Ucrânia, mas em escala muito maior?#ismarbecker #geopolitica #China #Russia #energia #baterias #guerra #Taiwan



