Oficialmente somos a República Federativa do Brasil. Na prática, estamos em um regime neofeudal, semelhante ao da Idade Média.
CURTA HISTÓRIA
O Feudalismo surgiu no século XIII. Uma aristocracia rural dominava a terra. A grande maioria da população trabalhava na terra, dando uma grande parte das colheitas, e animais, para os senhores feudais. O Capitalismo foi gradativamente substituindo o modelo, libertando a população da miséria. Esta parte da história não existe nos manuais dos igualitaristas.
No Brasil, uma versão mais light persistiu por muito tempo, nas regiões mais pobres do Sul, Sudeste e Centro-Oeste e, em quase todo o Nordeste.
DILUIÇÃO PODERES
Desde a Proclamação da República a democracia foi relativa. Elites estaduais se revezavam no poder. Com a promulgação da Constituição Cidadã (ou Dicionário dos Sonhos), o regime presidencialista começou a ser desmontado.
Primeiro o Legislativo foi abocanhando poder do Executivo. Dos três presidentes que não pagaram resgates, dois sofreram impeachment. O anterior abriu mão de governar, para não ser derrubado.
Vendo que havia um vácuo de poder, o Judiciário deixou de julgar, para legislar, por decisões monocráticas. Nobres (sic!) togados acusam e julgam, ao mesmo tempo. Outros anulam, em uma canetada, condenações, delações premiadas, devolução de corrupção. Este cenário nos aproxima do presidencialismo dos reis feudais. Reinavam, mas não mandavam.
ELEINDICAÇÕES LEGISLATIVAS
Não é erro de digitação. O neologismo é uma conjugação de Eleição e Indicação, já que a entrada de novos deputados e senadores é quase impossível, pelos seguintes fatores:
– Emendas para distribuir dinheiro a bel-prazer, com amplo espaço para flexibilização (sic!) de controles.
– Negociação de cargos para acomodar apadrinhados que, evidentemente, têm que pagar um pedágio aos indicadores. Era o que vassalo pagava ao senhor feudal.
– Fundo Partidário dividido direcionadamente para familiares de sangue, políticos ou subservientes.
MUDANÇA À VISTA?
Podemos esperar alguma mudança neste cenário? Tudo muda, mas não necessariamente mudando. Giuseppe Tomasi di Lampedusa, no livro O LEOPARDO, em um diálogo do pai nobre, com o filho lutando pela mudança, resume a mudança que podemos esperar:
Pai: “Você está louco meu filho! Meter-se com aquela gente! São todos mafiosos e trapaceiros”.
Filho: “Se não nos envolvemos nisso, outros implantarão a república. Se quisermos que tudo continue como está, é preciso que tudo mude”.
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