REFORMA TRIBUTÁRIA – NEGÓCIO EM RISCO

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Por Ismar Roberto Becker

A Reforma Tributária vai colocar o país na modernidade e sanidade na cobrança dos impostos. Ela pode, contudo, inviabilizar muitos negócios. Quer saber por quê?

“Prejuízo aleija, fluxo de caixa mata”, este conselho de Mario Henrique Simonsen resume uma das principais ameaças da Reforma Tributária.

O imposto pode não aumentar, mas seu caixa vai encolher, com os efeitos do Split Payment.

Split payment, ou Recolhimento Fracionado na liquidação, muda o sistema atual, onde a empresa recebe o total da fatura, depois paga (quando paga) o imposto para o governo. A partir de 01 de janeiro de 2027, serão emitidas duas duplicatas para o cliente. O fornecedor receberá sem o imposto que será pago pelo comprador.

Isto afeta o fluxo de caixa na veia, ainda mais quando o negócio for “labor intensive”.

Veja uma simulação de uma fábrica de porcelana com faturamento de 5 milhões/mês, uma margem de 10%, 75 dias de prazo de recebimento e 30 dias de pagamento, com um estoque de uns 30 dias.

Hoje ele recebe a receita bruta de 5 milhões.

Com um IVA de 26,5% e o split payment de 1,225 milhões, vai receber só 3,675 milhões.

Compondo os prazos de pagamento e recebimento, ele perderá o float (diferença entre receber e pagar o imposto hoje) de uns 3,125 milhões.

Duas perguntas:

– De onde virá este capital de giro adicional?

– Quanto custará se a empresa tiver que buscar este capital no mercado?

Fonte: “Reforma Tributária: Por que a calculadora não basta”.

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