Empresa Familiar tem uma dupla estrutura. O organograma e o “funcionograma”. O segundo é quem decide. Como conviver com isto?
Todas as empresas têm organogramas, processos, protocolos, governança, metas, controles. Paralelamente tem também tradições, costumes, rituais, lealdades, “causos”, medos e preferências.
Trabalhando em e com empresas familiares toda minha vida aprendi, a duras penas, uma lição:
A informalidade, que chamo de “funcionograma” é inevitável. Não adianta combater. Ela tem que ser reconhecida e integrada ao processo decisório.
O primeiro grande problema é que muitas empresas e, principalmente executivos profissionais, não aceitam a realidade de que o “não escrito”, vale mais do que o escrito.
Este modelo tem vantagens e riscos.
Algumas das vantagens são a velocidade de decisão, improvisação, flexibilidade nas crises, senso de missão, confiança.
Pelo lado dos riscos, a arbitrariedade em algumas decisões, favoritismo nas promoções, medo de profissionalização, ruídos de comunicação, dificuldade de sucessão, travam a gestão do dia a dia e, principalmente, a estratégica.
Como gestor ou conselheiro de empresas familiares você tem que entender esta realidade, mapear os players do funcionograma, aprender os papeis de cada um e os “dialetos” locais. Caso contrário, entre as regras formais e as informais, o processo decisório tente a ficar no meio, paralisado.
Como você administra este dilema?
Fonte: “The Rule of Informal Institutions in Family Firms” – Journal of Family Business Strategy.
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