Escrever ao longo dos anos muda a relação com o próprio texto. Em algum momento, deixa de ser expressão e vira inventário. Você já fez este inventário?
Ao reler as mais de 2.000 páginas que publiquei nos últimos anos, não encontrei coerência perfeita, nem linha reta. Encontrei recorrência.
As mesmas perguntas reaparecem: decisão, poder, responsabilidade, consequência, família.
Não porque eu quisesse repetir, mas porque certos temas insistem em voltar quando fazem parte da prática, não da retórica.
Talvez aconteça o mesmo com quem decide, lidera ou carrega negócios, famílias ou equipes.
Não é evolução contínua. É confronto recorrente com os mesmos dilemas, em contextos diferentes.
Ao longo do tempo, fiz ajustes no estilo, nos temas, no tamanho dos textos.
Em algum momento, organizar esse inventário deixa de ser vaidade.
Passa a ser responsabilidade com o que ficou de pé — e com o que caiu.
Continuo nesse processo desde o final do ano passado. Vamos ver os próximos passos.
Você já leu o que escreveu? O que permanece e o que mudaria?
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