PREVISOES 2023 – BALANCO INICIAL 1802

Foto de Por Ismar Roberto Becker
Por Ismar Roberto Becker

Fazer previsões, principalmente sobre o futuro, é difícil. Passados quase dois meses de 2023, quer ver como estão algumas das previsões?Desde 1843, a revista inglesa The Economist segue seu lema de estar em “uma disputa severa entre a inteligência, que avança, e uma ignorância tímida e indigna, que obstrui nosso progresso”. Desnecessário afirmar que poucos políticos brasileiros leem a revista. Já é uma tradição, a edição “The World Ahead”, onde indica as principais tendências políticas, econômicas e sociais para o próximo ano.A capa da edição do ano passado, com a imagem de líderes mundiais, resume os personagens que podem deflagrar mudanças disruptivas em 2023. Joe Biden, como xerife mundial, está cercado de Putin e Xi Jinping, que querem virar a mesa da geopolítica mundial, ao lado dos presidentes Zelensky, da Ucrânia, e Tsai Ing-wen, de Taiwan, que estão na linha de frente para segurar os dois aventureiros. Correndo por fora, a primeira-ministra Giorgia Meloni, que pode colocar um pouco de tempero na insossa política europeia. Desde que Nostradamus publicou suas “Profecias”, em 1.555, todos que se atreveram a projetar cenários, tiveram o cuidado de escrever de uma forma genérica, vaga, até ambígua, que desse espaço para acomodar os prováveis erros. O horóscopo segue esta linha até hoje. A The Economist inclui, além destas previsões genéricas, uma outra que usa números para mensurar a probabilidade de alguns dos eventos-chaves para o próximo ano. Vamos ver como andam duas das principais projeções para 2023?CRESCIMENTO ECONOMIA MUNDIAL: A chance do crescimento do PIB mundial estar entre 1,5% e 3%, está estimada em 62%. Está grande diferença, depende do crescimento da China, que 58% preveem crescer entre 3,5% e 5%. O grande peso da China no PIB mundial pode mudar este índice para algum dos extremos, com consequência pesadas para o crescimento do BrasilGUERRA UCRÂNIA: A probabilidade de um acordo entre a Rússia e a Ucrânia, para um fim da guerra, é de 55%, mas no final de 2024, porque a chance de a Rússia usar armas nucleares é estimada em somente 5%, além de 91% apostarem que Putin continue no poder. Não houve nenhuma mudança significativa nestas projeções, passados dois meses de 2023. Isto significa que o Brasil ainda tem mais oportunidades (exportações de commodities agrícolas e minerais, aumento dos investimentos estrangeiros, movimento de recuo da globalização, com o near e friendly shoring) do que ameaças, apesar das recorrentes trapalhadas verbais do governo.Alguma coisa mudou no cenário que você projetou para 2023 até agora? #carreiras #oportunidades #negocios #economia #exportacao #emprego #inflacao #recessao #TheEconomist

Compartilhe esse conteúdo:

Facebook
LinkedIn
WhatsApp
Email
Twitter
Pinterest