Por mais que critique o (des) governo, tenho que reconhecer que o presidente, algumas vezes, fala a verdade. Vamos ver as verdades que ele falou e as que esqueceu de falar?
BALANÇO DEZOITO MESES
Em um pronunciamento, o presidente afirmou: “Quando terminei o segundo mandato, há 14 anos, a economia crescia mais de 4% ao ano. A geração de empregos, o salário e a renda das famílias alimentavam e a inflação caia”.
Pulando para sua avaliação do governo anterior, ele concluiu: “Deixaram a maior taxa de juros do planeta. A Inflação disparou e atingiu 8,25%”.
Vamos ajudar o presidente com alguns números. O desemprego subiu 5,3% para 8,20%, a inflação de 5,90% para 9,28%, o PIB partiu de um crescimento de 7,53% ao ano para uma retração de 3,90% ao ano, a dívida interna aumentou em mais de 70%, as ações da Petrobras desabaram 55,85%.
Os números acima estão em uma coluna de Alexandre Cabral, no Estadão, com o título “Dados econômicos da era Dilma: de chorar!”
O presidente estava certo quanto aos seus números do segundo mandato, só esqueceu que o país entrou na pior recessão da história pela farra fiscal que ele começou e sua pupila poste aprofundou com a Nova Matriz Econômica. Foi um show de horrores composto por redução de impostos, subsídios, preços controlados e juros baixos na marra.
PROJEÇÃO PARA OS PRÓXIMOS 18 MESES
O problema do governo é que gasta como se o país fosse mais rico do que é. As despesas deste ano subiram 13% acima da inflação, e o déficit fiscal é de 9% do PIB. Os gastos fiscais estão chegando a 50% do PIB, a dívida fiscal a 85% do PIB. Frente a esta expansão da política fiscal, e para controlar a inflação, o Banco Central está apertando uma política monetária de uma jiboia. Esta combinação é familiar no Brasil, onde o aumento do custo do crédito segura o crescimento econômico. O comentário acima é uma tradução livre do artigo presidente perdulário, na revista The Economist.
Será que a The Economist está certa quando diz que o presidente “Não aprendeu nada e não esqueceu nada?”
Fonte: The Economist – 18/07/2024 – “A profligate president -To halt Brazil’s decline, Lula needs to cut runaway public spending”; O Estado de São Paulo – 10/10/2017 – “Dados Econômicos da era Dilma: de chorar” – Alexandre Cabral.



