Na semana passada, contei a história de uma venda gigantesca e inusitada. Por falta de espaço, não pude dar todos os detalhes da negociação.Querem saber um pouco mais?
Em janeiro de 1994, fechei em menos de três dias,um dos maiores pedidos da minha carreira na exportação daOxford Porcelanas. Após receber uma informação do amigoPaulo Amaro,mudeio destino de uma viagem de Los Angeles para San Francisco, para uma reunião com um potencial cliente que dizia querer 150milaparelhos de jantarpara entrega imediata. Depois de voar de Curitiba para São Paulo, Los Angeles e San Francisco, cruzamos a Golden Gateatéa praia Sausalito. Nesta altura, achei que tinha entrado numa fria. Toquei a campainha,ocliente abriu, me apresentei, disse que iria ao hotel evoltaria em uma hora.Fui direto ao ponto: quando voltar,você tem5 minutos para me convencer.
Quando retornamos,fomos recebidoscom duas Dom Pérignon. Comovidocom as boas-vindas, prorroguei o prazo para 10 minutos e perguntei o destino final da mercadoria. Só o champagnejá valeuficar, quandomedisse que era a Turquia, um dos maiores produtores de cerâmica de mesa do mundo, e que era para uma promoção de fidelidade de um jornal, em março. Foi aí que me deu um click que mudou o rumo da história, já que ninguémcompraesta quantidade a menos de dois meses antes da promoção. Quando soube que a mercadoria tinha sido comprada na China, percebi que era a única moça disponível para dançar no baile, já que poucas fábricas no mundo produziam mais de 1 milhão de peçaspor mês. A situação inusitadaocorreu porque a então comunidade europeia, na qual a Turquia queria entrar, tinha imposto uma cota muito baixa para importações de cerâmica de mesa da China, e a Turquia resolveu fazer o mesmo. Tive que me controlar para não gritar gol, já que a Oxford estava com um enorme estoque disponível.
A história ficou mais crível agora?
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