No domingo passado (22/12), postei algumas reflexões sobre a meia verdade de que os carros elétricos (CE) não emitem CO2. Fiquei surpreso com a repercussão e, principalmente, com a quantidade e qualidade de comentários. Vamos ver alguns dos comentários a favor ou contra meus argumentos.
Preciso destacar inicialmente que meu conhecimento técnico sobre automóveis, limita-se a dirigir. As argumentações que usei foram baseadas em um conhecimento de mineração (cobalto e lítio) e de economia. Um sumário dos pontos comentados/sugeridos inclui: deveríamos ter múltiplas soluções, não só a eletricidade, o Brasil poderia ter uma matriz com etanol, gás natural, carros híbridos e elétricos. Quanto às baterias foi esclarecido que a tecnologia de reciclagem já existe, e que o consumo de cobalto e lítio é menor do que nas primeiras baterias. Outra linha de argumentação é que as tecnologias envolvidas no CE estão todas avançando e serão melhores nos próximos anos. Abaixo destaco alguns dos comentários:
Flavio Lima, vice-presidente do Groupe Renault: Destacou que “Então outras utilizações devem ser pensadas agora para não nos lamentarmos com o imenso passivo ambiental que pode ser gerado com uma eletrificação desenfreada”.
Otavio Teixeira – do setor ferroviário: Postou um relatório do “Instituto Fraunhofer de Física de Construção (Ifec) que informa que cada quilowatt/hora de capacidade elétrica desse componente corresponde a emissão de 125 quilos de CO2 na atmosfera”.
Já Jefferson Douglas do BRDE, cita um estudo semelhante da Volvo, que está abandonando a produção de carros com motor a combustão.
Flavio C. do Research Staff – Oak Ridge National Laboratory deve ter julgado que sou um ludista, e que propus acabar com os CE. O comentário literal dele foi: “Se você quer que suas críticas sejam levadas a sério, você precisa se aprofundar mais no tópico”. Penso que ele não leu meus posts, já que não fiz crítica nenhuma, somente levantei fatos.
Para aquecer ainda mais a discussão, incluirei um ponto levantado pelo professor e doutor alemão Hans-Werner Sinn, em recente entrevista. O petróleo não é usado em forma bruta. No processo de craqueamento nas refinarias são gerados diversos subprodutos, quase que automaticamente, entre eles, gasolina e óleo diesel.
O que faremos com a geração de gasolina e óleo diesel, gerado no processo de craqueamento do petróleo?
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