Com a implosão da União Soviética, acabou o mundo bipolar dividido entre o capitalismo e o comunismo. Francis Fukuyama previu no “Fim da História” que os EUA seriam a potência hegemônica. Sabemos que isto não aconteceu e a grande pergunta hoje é: Quando a China vai ultrapassar os EUA?
A competição com a China não é ideológica, como era com a URSS. É uma competição para quem será a potência mundial dominante. O PIB chinês atual é 70% do americano em moeda corrente, é ainda maior se usarmos o critério do Poder de Paridade de Compra. Nos próximos 15 anos, a China deve crescer 4,5% ao ano e os EUA 2%. A grande diferença é que o PIB per capita chinês é um sexto se comparado ao americano e deve chegar a 25%.
Ser a maior economia do mundo não significa que a China será a potência hegemônica. A principal razão para isto, é o sistema político ditatorial do Partido Comunista, ainda mais radical com o personalismo do presidente Xi Jinping, que pode se perpetuar no poder. Para este modelo, universidades, imprensa e empresas livres são uma ameaça. O problema é que à medida que você controla o que Joseph Schumpeter chamou de Destruição Criativa, você compromete o futuro.
A fundamentação detalhada desta opinião pode ser lida na última edição da revista The Economist, no artigo “Porque a China não ultrapassará os EUA” do chinês Minxin Pei.
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